Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 02/11/2020
O físico teórico Albert Einstein chegou à conclusão de que: “Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade”. No contexto atual é extremamente claro que se pode relacionar essa frase com a realidade do Brasil, se entende que a sociedade precisa de ajuda e que as redes sociais causam estragos psicológicos tanto em crianças quanto em idosos. Pesquisas atuais promovidas pela Intel Security apontam que o cyberbullying e o phishing tornaram-se mais frequentes e estão preocupando os especialistas da área.
Pode-se mencionar que, as redes sociais são um dos “lugares” mais perigosos para o bem-estar de usuários. A ideia de uma vida perfeita fotografada é uma visão irrealista e utópica. Algumas plataformas tentam resolver esses problemas, por exemplo, o Instagram em julho de 2019 tirou os “likes” da plataforma como meio de ajudar a saúde mental dos internautas. Porém, esses esforços não estão sendo suficientes, muitos consumidores das redes continuam passando por problemas psicológicos causados constantemente por outros usuários.
Contudo, as redes sociais não são os únicos canais onde ocorre a falta do autoconhecimento digital. E-mails e anúncios de websites tornaram-se mais um meio de golpes, especialmente direcionado para idosos, os mais vulneráveis na era digital. Além disso, uma pesquisa feita pela empresa de segurança digital, Cyxtera, apontou que cerca de 90% de ataques digitais começam com alguma campanha de phishing. Dessa forma, fica compreensível que a internet gradativamente se tornou uma “terra sem lei”, sendo cada vez mais perigosa para crianças e idosos se exporem.
Em virtude dos fatos destacados, medidas são necessárias para a segurança e a saúde mental dos usuários virtuais. Portanto, cabe ao Governo junto ao Poder Judiciário fiscalizar mais brutalmente o cumprimento de leis que tratam de crimes virtuais como o cyberbullying e o phishing. Contudo, a mídia em parceria com instituições educacionais deverá fazer palestras e campanhas educativas com o intuito de prevenção da falta do autoconhecimento digital, consequentemente dando ensinamentos sobre como se prevenir nas redes sociais. Visando assim, que as mídias sociais seja um ambiente mais seguro e humanizado para toda a população.