Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 07/12/2020

“Conhece-te a ti mesmo”, frase constantemente utilizada pelo filósofo Sócrates, expõe a importância do autoconhecimento. No entanto, a evolução do meio digital vem tornando tal prática cada vez mais complexa, seja pela recorrente manipulação das redes sociais, seja devido a insegurança dos internautas.

Em 1949, George Orwell já escrevia sobre a existência de uma máquina capaz de monitorar a sociedade. Atualmente “O grande irmão” se chama internet, já que corriqueiramente os navegadores são manipulados por algoritmos que, baseados nos comportamentos dos usuários nas redes, vão discretamente induzindo-os ao consumismo desenfreado. Com isso, as pessoas passam a consumir por compulsão e não por necessidade.

Além disso, a falta de autoconhecimento é resultado, também, da insegurança dos navegadores. Tal fato se relaciona com o contraste entre a vida real e o que é exposto nas redes sociais por influenciadores e amigos gerando episódios de comparação e infelicidade. Diante disso, desejar a vida de outro implica em não reconhecer aspectos positivos da própria, podendo acarretar doenças como depressão, ansiedade e transtornos bipolares.

Portanto, medidas são essenciais para combater os efeitos da problemática em questão. É preciso que os desenvolvedores de aplicativos de redes sociais elaborem programas de suporte às pessoas que não desejam ter suas pesquisas monitoradas, além de anúncio que alertem para estes monitoramentos. Torna-se importante ainda que as empresas, que financiam influenciadores, juntamente com regulamentações instituídas pelos Estados, tenham a responsabilidade de elaborar campanhas publicitários expondo como a vida virtual se distingue do real e que, majoritariamente, postagens não são condizentes com a realidade.