Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 09/12/2020
George Orwell, em seu livro distópico “1984”, apresenta um mundo totalmente controlado e visto através de grandes telas. Analogamente, a realidade atual não é muito diferente, as redes sociais e a tecnologia assumem grande importância na vida dos indivíduos e tornam-se cada vez mais presentes. Logo, é necessário atentar-se a essas mudanças da era digital, uma vez que, possuem consequências como, automatização da vida e a fácil manipulação das ações.
Primeiramente, nota-se, como um dos desdobramentos da falta de autoconhecimento, a vivência de forma automática, inconsciente, como se as pessoas fossem máquinas e seguissem comandos. Paralelamente, a cantora Pitty ilustra esses efeitos em sua música, “pense, fale, compre, beba, leia, vote, não se esqueça”. Dessa maneira, percebe-se, por intermédio dos verbos no imperativo, a ausência de vitalidade nas ações humanas caracterizadas pelo desenvolvimento dos meios digitais.
Em segundo lugar, encontra-se a carência relacionada à tomada de decisões, falta de singularidade e de opinião própria. O documentário “O Dilema das Redes” exemplifica de forma ficcional as consequências geradas pelo controle excessivo das mídias digitais. Mais especificamente, a situação apresentada no documentário é a de um garoto que é preso por participar de uma manifestação que fora influenciado a participar. Dessa forma, é evidente que medidas referentes a esse aspecto precisam ser tomadas antes que a manipulação exercida pela tecnologia saia do controle.
Portanto, propõe-se que as escolas, juntamente com psicólogos, por meio de palestras voltadas ao público jovem, demonstrar em dados e depoimentos os riscos causados pela falta de autoconhecimento na era digital. Mas precisamente, conscientizar os alunos sobre o uso sadio das mídias e das redes sociais. Sendo assim, haverá uma tentativa de minimizar os danos causados pela influência midiática, a fim de promover melhor qualidade de vida.