Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 02/07/2021

Desde a terceira revolução industrial, também chamada de revolução informacional, ocorrida no século XX, o dia a dia da população mundial tornou-se cercado de dúvidas sobre as novas tecnologias. Em um contexto atual, os questionamentos são, inclusive, sobre a identidade própria e única do cidadão, que se encontra pressionado, no meio digital, em meio a irreais padrões sociais, com preocupantes e inteligentes algoritmos que induzem a determinados pensamentos.

Em primeiro lugar, é importante destacar que um dos principais efeitos da falta de autoconhecimento são as doenças  psicológicas, como a ansiedade e a depressão, esta que teve aumento de 34,2% em 6 anos, segundo o IBGE. Por conta deste cenário conectado, que gera grande exposição por meio dos registros, muitas pessoas sentem-se desoladas e inferiores quando reparam não possuir a vida de flores de outrem, que está sempre alegre e a festejar, como diz o ditado popular: “a grama do vizinho é sempre mais verde”. Nessa ocasião: o perfil do vizinho é sempre mais alegre. Por consequência, surge, neste espaço, uma constante competição de conquistas e rotina.

Ademais, os algoritmos das redes sociais existem com o objetivo de apresentar ao usuário informações que retornarão um elevado uso da plataforma, o que resulta em bolhas sociais que definem a pergunta “quem eu sou?”. Como afirma Eistein: “o espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia”, ou seja, não se pode definir prioridade em mostrar ao mundo seus momentos e ideias, porque surge brecha para que os meios utilizem da informação a fim de interesses políticos, por exemplo. É necessário, portanto, respeitar o espaço individual, vivendo com foco a si mesmo.

Com base nessas informações, urge que invista o Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, em campanhas televisivas, em parceria com as instituições midiáticas, que visam conscientizar o povo acerca do perigo trazido pelos meios virtuais, incentivando que não utilizem como meta os irreais padrões definidos e explicando o perigo dos algoritmos. Com isso, é fato que a população tende a tornar-se menos depressiva e, por conseguinte, mais informada e feliz.