Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 11/10/2021
A originalidade refém do padrão superficial
O amor próprio e autocuidado são constantemente debatidos na internet. No entanto, pouco se debate sobre o que é conhecer e reconhecer seu lado interior, isto é, quando as pessoas passaram a buscar objetivos e vidas inalcançáveis, e introduzir de buscar dentro de si a felicidade e originalidade. A série Black Mirror, por Charlie Brooker, no episódio “Nosedive”, relata a corrida de uma mulher em busca de likes nas redes sociais, para isso, ela deixou de viver sua vida e ser ela mesma para que assim, pudesse encantar os usuários e que reconhececessem-a como algúem relativamente perfeito. Decerto, a alusão com a realidade é muito grande, quando as pessoas passaram a sofrer a pressão da perfeição das redes sociais, e com isso, transformando-as em people vazias e supérfluas.
É evidente que a busca pela perfeição têm levado aos usuários das redes a acreditarem que a vida postada vale mais do que a vivida, tornando a falsidade ideológica um novo estilo de vida. Os passaram a se sentirem pressionados com a pressão estética ea rotina dos influenciadores digitais, além de se sentirem inferiores e infelizes com sua vida e suas próprias características.
Bem como retratado na personagem da série citada, as pessoas também passaram a desconhecer seus valores próprios, gostos, medos e limites, com isso, se diariamente com dificuldade em se relacionar, em encontrar algo que realmente os preencham mentalmente e os façam felizes . A internet adoece muitas pessoas diariamente, inclusive os jovens, que são os que possuem o maior contato com as redes atualmente, e por isso, são os que mais fornecem com a pressão estética e intelectual habituada na internet, conseqüentemente, são os mais depressivos e ansiosos.
Com o fito de amenizar os problemas psicológicos causados nos jovens por conta da alta presença das redes sociais e do baixo autoconhecimento, é de dever do Ministério da Educação a imposição de profissionais de psicologia em três fases da escola. Entre os 6-8 anos, 10-12 anos e 15-18 anos. Sendo assim, as crianças e jovens, o acompanhamento psicológico nas três fases nos quais elas mais se questionam sobre si mesmo (de acordo com o psicólogo Jean Piaget), e por isso, o acompanhamento ajudariam-nas no descobrimento de sua originalidade e suas particularidades , tornando-se pessoas amantes do seu ser e que dificilmente se comparariam com a vida postada nas redes sociais. Dessa maneira, esses jovens se adultos saudáveis, que reconhecem seus valores, medos e inseguranças, podendo amar-se e dedicar-se aos seus próprios sonhos e objetividade. Assim, com uma geração com maior autoconhecimento, os problemas causados pelas redes sociais serão cessados.