Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 26/04/2022

Em sua música ‘‘A World Alone’’, a cantora neozeolandesa Lorde reflete sobre as dinâmicas sociais na era digital: ‘’talvez a internet tenha nos criado’’. Tal citação denota uma problemática realista por meio de uma visão adolescente, que apontou as consequências negativas da falta de identificação pessoal de modo a serem influenciadas pela modernidade tecnológica. Assim, há um impasse recorrente na utilização da mídia digital em que existe a consistência de uma percepção prejudicial da imagem individual e coletiva por parte da população.

Os efeitos nocivos da utilização virtual no desenvolvimento dos jovens e adultos, passaram a ser experimentados com o advento das redes sociais e também a acessibilidade à novas tendências de cultura. Desta maneira, as plataformas contribuíram para a disseminação ativa de conteúdos online e seus usuários passaram a consumi-los superficial e equivocadamente, uma vez que houve o surgimento do ‘‘comportamento de manada’’ e a rejeição recorrente de manifestações diferenciadas de opinião ou pensamento. Isto, é representado com a noção do que é ou não é ‘‘popular’’ pelos internautas como um tudo.

Conforme tais movimentos de exclusão no âmbito virtual, a presença crescente de pessoas com distúrbios mentais foi um fenômeno resultante desses. Muitos indivíduos dentro e fora da bolha do ‘‘hype’’ ou da visibilidade na internet, acabam por vivenciar questões próprias acerca da ausência de autoconhecimento e baixa autoestima, frequentemente estimuladas em obter gratificação pessoal em via de aprovação alheia. Neste contexto, os sentimentos de inadaqueção social e FOMO (Fear of Missing Out ou ‘‘medo de estar de fora’’) acabam por consecutir no deslocamento do usuário, o qual é inserido em um meio intolerante.

Portanto, a solução para o quadro mencionado precisar ser generalizada e preventiva. Os cidadãos devem desenvolver senso crítico e filtrar o material que acessam virtual, a fim de estarem educados digitalmente. Tais ações podem ser orientadas por meio de acompanhamento regular com pedagogos e teraupetas, com o objetivo de identificar temáticas psicossociais que estejam em questão ao indivíduo. Logo, este poderá vir a ser autoconsciente em suas ações e promover seu bem-estar em todos os sentidos.