Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 20/04/2018
Não são poucos os fatores envolvidos na discussão acerca dos efeitos provenientes da obesidade na saúde pública. Segundo a teoria populacional Malthusiana, a população cresceria em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos em progressão aritmética, ou seja, haveria carência de alimentos. Contudo, observa-se um elevado consumo de alimentos atualmente, principalmente, ricos em açúcar, sal e gordura. Dessa forma, basta observar como a ausência de tempo e educação alimentar colaboram para o desequilíbrio nutricional proeminente. Logo, compreender os aspectos que levam a esse cenário é fundamental para alcançar melhorias.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a aceleração do tempo moderno é inimiga do homem no que tange à uma boa alimentação, estando relacionada ao peso excessivo da sociedade. Isso ocorre, visto que em um contexto em que o tempo é escasso, a preferência por uma refeição irregular de rápido preparo é vista como a opção mais viável. No entanto, diante do consumo exacerbado de produtos industrializados e fast foods surgem diversas consequências concomitantemente à obesidade, como hipertensão, diabetes, apneia e depressão. Para solidificar a necessidade de mudanças nos hábitos alimentares dos brasileiros em prol da saúde, é útil o estudo realizado pela EAE Business School, cujo revela que na América do Sul o Brasil é o maior consumidor de fast foods.
Ainda nessa questão, é fundamental pontuar que a ausência de informação nutricional fundamenta os péssimos hábitos alimentares no Brasil. Perante as circunstâncias, a ação de trocar refeições balanceadas por alimentos ultraprocessados exprime o desconhecimento social sobre o que significa uma alimentação saudável. Com isso, segundo um estudo realizado pela Universidade Sorbonne, em Paris, o crescente consumo de alimentos industrializados pode gerar um aumento de câncer nas próximas décadas. Desse modo, faz-se necessária a manutenção da compreensão do que se ingere, como, também, dos malefícios acarretados ao bem estar e à saúde.
Nesse sentido, ficam evidentes, portanto, os elementos que colaboram para o atual cenário negativo do país. Ao Ministério da Saúde em parceria com o Governo cabem a elaboração de palestras públicas realizadas por nutricionistas, a respeito dos prejuízos de uma alimentação irregular, incluindo aulas de gastronomia, com a finalidade de tratar o problema desde a base com esclarecimento. É imprescindível, também, que o Ministério da Educação inclua na grade curricular do ensino básico aulas de educação alimentar, enquanto a família, por sua vez, exerça seu papel de instruir e estimular o consumo de alimentos saudáveis e a prática de exercícios físicos, com o propósito de erradicar a obesidade e colaborar na formação de indivíduos conscientes e saudáveis, alcançando, assim, progressos sociais.