Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 07/05/2018
Reestruturação urgente
’’ A sensação da pressa é essencial para compreender a modernidade ‘’. A frase do filósofo e sociólogo alemão Hartmut Rosa, fundamentando o mau comportamento alimentar brasileiro e a correria do dia a dia. De fato, a sociedade atual acelerada juntamente com o consumo exagerado de alimentos calóricos forma um pacote recheado de problemas físicos e psicológicos relacionados á obesidade. Nesse sentido, em um contexto o qual a falta de tempo rege as regras, a opção por uma alimentação irregular parece mais prática, mas perigosa, uma vez que a obesidade a começar pela infantil no Brasil surge como um dos menos preocupantes efeitos.
Em primeiro lugar, é importante pontuar o desencadeamento dos malefícios de uma má refeição. Regida pela falta de tempo do mundo contemporâneo a alimentação se restringe a produtos industrializados e a era do fast food, na maioria das vezes pouco saudáveis. O maior problema de saúde é que as pessoas ainda não se deram conta dos problemas graves oriundos do sobrepeso afetando o coraçao e o organismo como um todo: pré-diabetes, diabetes, hipertensão, apneia do sono, dificuldade em realizar atividades físicas, a até então desconhecida associação ao déficit de memória, problemas ortopédicos… Uma rotina sedentária cobra seu preço.
Em segundo lugar, a ideia de liquidez de Zymund Bauman, traduz a questão do prazer momentâneo, ’’ o poder do agora’’ como uma cultura hedonista deixando para depois a preocupação com o futuro. Diante desse fator, surgem diversas consequências que evidenciam a falta de pouca informação, apoio confirmando os dados estatísticos existentes. De acordo com o Ministério da Saúde, o percentual de pessoas acima do peso no país era de 52% em 2015 e 1 uma em cada 5 pessoas sofre com a obesidade. Claramente, é perceptível o descaso com a alimentação brasileira, necessitando de diretrizes eficazes para reverter esse quadro.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de uma refeição regular, saudável de modo que suas transformações amenizem as sequelas existentes. Nesse sentido, a reeducação alimentar deve ser um trabalho em equipe. O MS juntamente com o MEC devem aprimorar os projetos de lei, as metas em processo tornando-os mais consistentes e efetivos. Assim como, escola, família, escola e prefeitura devem influenciar, conscientizar o futuro de amanhã ser mais saudável e consciente, padronizando geral a refeição no ambiente escolar em todos os níveis, da mesma foram melhorar a estrutura urbana por meio da gastronomia benéfica e sustentável, locais para praticas esportivas. Afinal, a obesidade não é somente um problema médico ou fruto da liquidez atual.