Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 24/05/2018
É fácil notar que no Brasil, em uma sociedade contemporânea, muitas pessoas e até canais de comunicação falam sobre os efeitos da obesidade na saúde pública. Dentro dessa perspectiva é importante ressaltar dois pontos: o contexto histórico que intensificou a obesidade e as consequências dessa doença na vida de uma pessoa e nas contas públicas.
Em primeiro lugar, a Revolução Industrial foi o alicerce de várias invenções tecnológicas que possibilitaram a difusão de culturas pelo mundo e a produção em massa de diferente alimentos. Isso porque, com a criação de computadores e avanços na engenharia do alimento, foi possível produzir alimentos com produtos que cativam a mente humana. Em paralelo isso, a industria publicitária passou a afetar consideravelmente a maneira como a comida é consumida. Isso pode ser visto com os fastfoods, simbolo da cultura americana, que se disseminaram pelo mundo nos meados do século 20, representando hoje uma alimentação ligada a obesidade e hipertensão. Sendo motivo de muito embate entre profissionais da área de saúde e publicitários, o segmento de fastfoods movimentam muito dinheiro e crescem anualmente no Brasil. Afinal, o consumo de hambúrgueres e refrigerantes é estimulado por empresas alimentícias que atraem o consumidor com diversas propagandas e comerciais de TV criativos.
Outrossim, o crescente número de pessoas obesas no Brasil impacta negativamente o sistema público de saúde. Uma vez que o governo federal precisa direcionar mais recursos para suprir as necessidades de hospitais com pacientes que sofrem dessa doença. Ademais, doenças como diabetes, hipertensão e também, problemas de autoestima, representam alguns dos efeitos relacionados a obesidade que os hospitais públicos precisam dispor de estruturas e profissionais qualificados para atender. De acordo com um artigo apresentado por Dr.Pastore, 5% dos custos do Sistema Único de Saúde do Brasil são direcionados para os cuidados com a obesidade. Mostrando que, o incentivo para comprar mais alimentos calóricos por parte das empresas alimentícias e a negligência dos consumidores com a própria saúde resultam em um custo ao governo que poderia ser evitado.
Torna-se evidente que é necessário mudar os hábitos alimentares da população brasileira para reduzir os índices de doenças relacionadas a péssima alimetação. Para isso, é necessário que os Ministérios da Educação e da Saúde em parceria com empresas privadas e ONGs incentivem o consumo de alimentos saudáveis por meio de palestras e campanhas nas escolas e bairros populares, a fim de promover uma melhora nos hábitos alimentares da população e diminuir os gastos público com problemas relacionados a obesidade.