Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 17/05/2018

Desde o Iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa os hábitos alimentares, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo sedentarismo, ou até mesmo pela correria da vida moderna. Nesse sentido, doenças estão cada vez mais recorrentes e atitudes públicas são necessárias para evitar consequências graves à saúde do país.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser atualizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga é possível perceber que, o Brasil enfrenta uma grave questão de saúde pública relacionada a obesidade, segundo o levantamento feito pelo Ministério da Saúde, a cada cinco pessoas no país uma está acima do peso. De fato, essa enfermidade esta relacionada com uma má alimentação somada ao sedentarismo, que por sua vez, acomete classes economicamente menos favoráveis. Dessa forma, alimentos industrializados que tem baixo custo e rápido preparo, são priorizados ao invés dos mais saudáveis e consequentemente menos nutritivos sendo assim, mais prejudiciais a saúde.

Outrossim, destaca-se a correria do cotidiano como impulsionador do problema. De acordo com a teoria do Cardiologista Lair Ribeiro, a pessoa que não arruma tempo para cuidar da saúde, vai ter que dispor tempo para tratar da doença. Dessa forma, observa-se que doenças relacionadas a obesidade como; diabetes; hipertensão e problemas cardiovasculares são as que mais acometeram os brasileiros nos últimos anos, protagonizando uma sobre carga nos hospitais e também em outras unidades de saúde, consequência gerada pela negligência governamental em politicas de prevenção para combater a adiposidade no país.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visam à construção de um pais mais saudável. Destarte, o governo deve investir em ações preventivas, a fim de melhorar a saúde pública e evitar gastos desnecessários posteriores. Logo, conjuntamente com o (MEC) deve instituir palestras nas escolas, ministradas por psicólogos e nutricionistas que discutam o combate a obesidade e auxiliem na educação alimentar dos alunos, para prevenir futuras doenças decorrente dessa enfermidade, e que o tecido social se desprenda de certos tabus e não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.