Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 13/07/2018

Muito se tem discutido, hodiernamente, acerca dos efeitos da obesidade na saúde pública do Brasil. Nesse contexto, dois aspectos fazem-se relevantes: o comportamento alimentar inadequado do brasileiro e o sedentarismo. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre medidas para mitigar o saldo negativo que a obesidade tem deixado na saúde comunitária é medida que se impõe.

Convém ressaltar, a princípio, que os maus hábitos alimentares colaboram com a extensão da problemática. Conforme Durkheim, as atitudes e o comportamento do indivíduo, perante a sociedade, são reflexos do seu modo de criação. De maneira análoga, é possível perceber que a despreocupação na conduta alimentar, em especial dos jovens e adolescentes, tem relação direta com o ambiente familiar, que, em alguns casos, deixam de salientar a importância da ingestão de alimentos saudáveis como forma de prevenir futuras doenças como a obesidade.

Outrossim, destaca-se o sedentarismo como fator secundário que impulsiona o problema da obesidade na saúde pública. Nesse sentido, é notório que a ausência da prática de exercícios físicos está intrinsecamente ligado a dependência dos veículos de transportes, além  da substituição de jogos e brincadeiras físicas pelas virtuais. Diante do exposto, fica claro que os desafios enfrentados pela gestão coletiva de saúde, como as superlotações que atrasam os atendimentos, podem ter ligação com a persistência do sedentarismo que contribui com a evolução da doença.

É evidente, portanto, que intervenções são necessárias para mitigar os impactos ruins da obesidade. Conforme Einstein, uma pessoa inteligente resolve o problema o sábio previne-o. Nessa lógica de prevenção, urge que o Ministério da Saúde,desenvolva campanhas de combate a obesidade, por meio das escolas e canais de comunicações promovendo palestras e atividades lúdicas a respeito da importância da educação alimentar aliado a prática de exercícios físicos, como forma de evitar futuras doenças. - uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador - a fim de que a comunidade escolar e a sociedade no geral - por conseguinte - conscientizem-se e minimizem os impactos na saúde coletiva. Apenas assim, poder-se-á lutar e assegurar a assistência médica de qualidade e uma vida saudável a todos os cidadãos.