Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 04/06/2018

“A vida deve ser uma constante educação.” A frase do escritor Gustave Flaubert faz alusão aos problemas causados pela falta de orientação, como a obesidade, que afeta grande parte da população. Assim, deve-se analisar como o capitalismo e a omissão do poder público prejudicam a questão na atualidade.

Indubitavelmente, o capitalismo é o principal responsável pela manutenção do sobrepeso na população. Isso decorre do século XIX, quando a sociedade recém-industrializada passou a ter pouco tempo para organizar uma alimentação adequada, devido a quantidade de horas trabalhando nas indústrias, analogamente, problemas de saúde, como a obesidade, começaram a afetar ainda mais a sociedade. Por consequência disso, os números de fast-foods crescem e as pessoas que não tem oportunidade de alimentar-se bem acabam prejudicando-se com problemas de saúde resultantes da obesidade.

Atrelado ao capitalismo, a omissão do poder público também prejudica a questão. Isso porque, embora a Constituição Federal de 1988 garanta o direito à saúde e alimentação adequada, o Estado impede a efetivação de muitas conquistas que constam nessa legislação, pois, apesar dos direitos  à hospitais de qualidade e alimentação adequada, os interesses socioeconômicos de alguns setores se sobrepõem à fiscalização das leis. Não é à toa, então, que cada vez mais pessoas se alimentem de maneira inadequada e a obesidade afete o sistema de saúde deste país.

Diante dos fatos supracitados, nota-se que o capitalismo e a omissão do Poder Público prejudicam a questão da saúde. O Governo Federal, portanto, por meio do Ministério da Saúde, deve criar campanhas de incentivo à alimentação adequada, por meio de palestras nas escolas e praças públicas, com subsídios aplicados em projetos da área e na contratação de médicos e nutricionistas que ministrem sobre a importância da alimentação saudáve, a fim de diminuir a potencialização dos problemas que afetam a saúde pública.