Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 06/06/2018
No limiar do século XXI, a obesidade infantil configura-se como um dos problemas de saúde pública mais graves do Brasil. É notório a percepção de que a vicissitude nos hábitos alimentares e comportamentais das crianças, proporciona consequências diretas na vida das pessoas, inviabilizando o bem estar social.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 20% das crianças brasileiras menores de cinco anos são obesas ou estão acima do peso. A introdução de comidas inapropriadas na dieta das crianças é uma das causas da obesidade infantil. Além disso, o comportamento alimentar adotado pela família é outra causa desse problema. Filhos de pais obesos têm mais chances de apresentarem o distúrbio, devido a incorporação de hábitos alimentares inadequados e práticas como o sedentarismo.
As consequências de tais ações suscitam problemas que podem se tornar irreversíveis. Crianças com excesso de peso e obesidade apresentam uma maior predisposição para desenvolver dislipidemia (níveis elevados ou anormais de líquidos e/ou lipoproteínas no sangue), hipertensão(aumento da tensão arterial), doenças cardiovasculares, problemas endócrinos, gástricos, pulmonares, ortopédicos e neurológicos.
Diante dos fatos supracitados, torna-se necessário que os pais se conscientizem e incentivem práticas alimentares saudáveis nos filhos, através da reeducação alimentar, com o intuito de inibir o desenvolvimento da obesidade na infância. Além disso, é imprescindível que exercícios físicos sejam regulares pois pode fazer com que a criança mantenha o hábito e evite a obesidade a longo prazo. Dessa forma, será possível reverter o cenário negativo que o Brasil se encontra em relação ao excesso de peso e ofertar mais qualidade de vida as crianças.