Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 21/06/2018
“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo a máxima de Platão, a qualidade de vida ultrapassa a importância da própria existência. Entretanto, os crescentes índices de obesidade no Brasil mostram que a sua população caminha contra essa premissa. Com efeito, esse fenômeno impacta diretamente a saúde pública do nosso país, pois aumenta os gastos com doenças decorrentes do excesso de peso. Logo, faz-se necessário debater sobre fatores que colaboram com o agravamento desse problema e, por fim, medidas para superá-los.
A princípio, é fundamental citar que o aumento da adiposidade em brasileiros está relacionado à ausência de educação alimentar ao fazer refeições. Isso porque, devido às constantes investidas da publicidade de alimentos com alto teor de gordura e açúcares, como hambúrgueres e refrigerantes, é necessário ser racional e ter conhecimento de como deve ser composta uma dieta para o desenvolvimento de corpo e vida saudáveis. Desse modo, na carência desse tipo de educação, é comum que crianças e jovens cedam às influências comerciais, aumentando os riscos de ganho de peso e, consequentemente, enfermidades como diabetes e hipertensão.
Além disso, é importante mencionar, também, que muitos brasileiros não praticam exercícios físicos, um fator agravante para obesidade. Nesse contexto, segundo o IBGE, um dos principais motivos para esse problema é a falta de tempo, pois as pessoas alegam ter necessidades mais importantes como trabalhar e estudar. No entanto, a maioria dessas têm que se deslocar para chegar aos seus destinos de trabalho e estudo e, se a malhar viária brasileira fosse composta por mais ciclovias, esse trajeto poderia ser feito usando bicicletas. Em síntese, os brasileiros poderiam usar um transporte sustentável e que serviria como exercício físico diário, diminuindo índices de sedentarismo e prevenindo ou ajudando a perder o excesso de peso, o que evitaria as doenças já mencionadas.
Destarte, visando a prevenção da obesidade e, por conseguinte, a diminuição de gastos com saúde pública, medidas são necessárias. Assim, para promover educação alimentar aos jovens, o Ministério da Educação deve, em parceria com o Conselho Nacional de Nutricionistas, elaborar uma cartilha que indique, por meio de gráficos e imagens, como deve ser uma dieta saudável e balanceada, a fim de que essa seja distribuída para crianças e adolescentes nas escolas. Ademais, é importante que o Governo Federal, em parceria com o Banco Itaú, elabore um plano de metas que envolva a construção de ciclovias e a promoção de campanhas que incentivem o uso dessas e a adoção de um estilo de vida saudável, para que as prefeituras municipais adotem e alcancem essas metas nas suas cidades. Pois, dessa forma, o brasileiro poderá entender a importância de viver, acima de tudo, bem.