Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 09/07/2018
Desde a pré-história, a obesidade assumiu um papel preponderante na vida dos seres humanos, sendo, muitas vezes, referida como símbolo de beleza e de fertilidade, como na obra “Vênus de Willendorf”. Contudo, atualmente, em virtude da alta ocorrência de problemas cardiovasculares e de diabetes relacionados diretamente à ela, tornou-se uma questão de saúde pública combatê-la. Assim, muito além da estética física, tratar o excesso de peso de se configura como um caminho para a longevidade da população.
Zygmunt Bauman, importante sociólogo polonês, ao pronunciar a frase “Consumo, logo existo”, procurava evidenciar que, na sociedade pós-moderna, a condição indispensável à vida é o consumo. Nesse contexto, os “fast foods”, comidas de rápido preparo e alto teor calórico, são consumidos indiscriminavelmente por muitas pessoas, as quais, por sua vez, podem desenvolver severas doenças - e, em alguns casos, até mesmo a morte.
Vários são os fatores que contribuem para o ganho excessivo de massa, a exemplo os fatores genéticos e psicológicos (depressão e ansiedade), que desequilibram o sistema hormonal e alteram o metabolismo de um indivíduo. Assim, buscar uma alimentação balanceada, além de praticar exercícios físicos, é muito importante para coibir o índice de doentes. Segundo o médico Pastore, mais de 10% dos brasileiros são obesos, o que contabiliza em, aproximadamente, vinte milhões de pessoas.
Todas essas conjunturas estão associadas, também, à mudança estabelecida entre o homem e o alimento ao longo dos séculos: antes, plantava-se e se colhia obedecendo o tempo da natureza. Hoje, em virtude da sociedade acelerada e sintética, o alimento virou um negócio, em que as famosas “commodities”, isto é, gêneros agrícolas, são cultivadas, em sua maioria, pelo uso intensivo de agrotóxicos e defensivos capazes de acelerar a produção.
Portanto, torna-se evidente que a obesidade se configura como um fator do século XXI e que precisa ser rapidamente tratada, uma vez que é um problema de saúde para muitas pessoas. Dessa maneira, é imprescindível que o Ministério da Educação e o Ministério de Agricultura e Alimentação, subsidiados por nutricionistas, ofereçam às escolas merendas com diversidade nutritiva, a fim de incrementar à refeição dos mais jovens produtos saudáveis. Ademais, cabe ao núcleo escolar promover melhorias no ensino da matéria de Educação Física, seja por projetos interclasse ou expandindo recursos direcionados à essa área, objetivando despertar nos discentes a importância da prática do exercício físico para a saúde. Só assim, paulatinamente, a obesidade poderá ser combatida.