Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 16/07/2018

De acordo com dados do SUS, cerca de 20 milhões de brasileiros adultos são obesos. Desse modo, a má alimentação se desdobra no modo de vida atual.  Assim, faz-se necessário incentivar medidas que ajam no combate à problemática, assistidas por entes federativos.

A obesidade é caracterizada por ingerir mais que “gastar”, ou seja, consumo excessivo de gordura e a mínima prática de atividade física. Isto é explicado, também, pela acelerada modernidade que “rouba” do homem tempo, de maneira que este procure por alternativas rápidas e fáceis de refeições: fasts foods e industrializados processados. Sob esta perspectiva, é dificultada a reversão do problema cuja gênese está na reeducação alimentar pouco promovida, haja vista que das despesas totais do SUS, cinco porcento são destinadas aos casos de obesidade.

Ademais, crianças estão expostas, veemente, aos lanches gordurosos e artificiais, muitas vezes estes são apresentados dentro das escolas. Para Kant, o homem é aquilo que educação faz dele, contudo, urge como contraditório o que as cantinas escolares propõem. Dessa maneira, segundo universidades estadunidenses, o consumo exagerado de açúcar prejudica a concentração e memória em crianças, além de, posteriormente, doenças cardiovasculares e diabetes.

A fim de tentar reverter a problemática, seria pertinente que o Ministério da Saúde investisse em campanhas que incentivassem hábitos saudáveis: em centros comunitários, por meio de nutricionistas, psicólogos e educadores físicos seria dado acompanhamento mensal à comunidade, com a oferta de cursos de culinária e esportes variados. Outrossim, seria interessante estimular nas escolas hábitos saudáveis, com o financiamento do Ministério da Educação, por meio de periódicas visitas de nutrólogos que demonstrassem como “driblar” a obesidade e observar suas consequências, com a oferta de aulas teóricas e práticas: culinária básica e pesquisas intensas no que diz respeito às doenças causadas pela mesma,

Ainda é distante o fim da obesidade no Brasil, visto que esta perpassa por questões de reeducação alimentar e mudança de hábitos. Contudo, priorizar a educação alimentar das crianças e incentivar nos adultos a busca pelas atividades físicas e boa alimentação poderá ser uma esperança na reversão do quadro. Assim, disse tão certo o filósofo Comte: “ver para prever e prover para prever”.

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