Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 27/07/2018

No período mesolítico da pré-história, o homem começou a produzir o seu próprio alimento e aderiu o estilo de vida sedentário. Atualmente, com o capitalismo vigente, a intensificação de produção e consumação alimentícia, além da fixação do sedentarismo, tem contribuído negativamente para o desenvolvimento de doenças como a obesidade. Nesse sentido, convém analisarmos as causas e consequências desse impasse na saúde pública.                                                                                            Em princípio, desde a Revolução Industrial a fabricação de produtos em excesso e o acúmulo de bens influenciam a busca de capital através do trabalho. Como consequência, de acordo com o IBGE, no Brasil a PEA (população economicamente ativa) corresponde a 63,05% dos brasileiros. Decerto, a jornada de trabalho diária e os problemas enfrentados pelos trabalhadores fazem com que a saúde e os hábitos alimentares fiquem em segundo plano, sendo recorrente o consumo excessivo de fast-food, devido ao seu fácil acesso, pela maioria dos indivíduos. Outrossim, a ideia de industria cultural, defendida por Max Horkheimer e Theodor Adorno, fica evidente quando redes de restaurantes utilizam a imagem de personagens influentes para o público infantil, levando não só adultos a praticar a ingestão de lanches nas refeições como também crianças.                                                                                Ademais, Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 62,1% dos brasileiros com 15 anos ou mais não praticam qualquer esporte ou atividade física, mostrando que o comportamento inadequado da população, relativo às práticas saudáveis, é recorrente e contribui para esse cenário. Em decorrência de tais fatos, segundo dados do Ministério da Saúde, a obesidade cresceu 60% em dez anos no Brasil, tendo em vista que esse crescimento também pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e de hipertensão. As doenças crônicas não transmissíveis pioram a condição de vida e podem até matar, caso não tenha intervenção por meio de tratamento. Assim, torna-se indubitável a necessidade de atendimento público para tratar e medicar as novas patologias, levando a complicações como a escassez de materiais e à alta demanda de médicos.                 Portanto, fica claro a necessidade de mudanças para diminuir os casos de adiposes no Brasil. O Ministério da Educação deve combater a obesidade infantil, por meio de palestras e realizando jogos de esportes coletivos nos intervalos e/ou após as aulas, com a presença de professores capacitados, a fim de promover a mudança de hábitos alimentares e a implementação de atividades físicas. Em consonância, o Governo Municipal deve incentivar a população a práticas saudáveis, por meio de investimentos na estruturação de centros esportivos, com a presença de profissionais físicos e da saúde, para que adultos e idosos adotem também outro estilo de vida.