Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 17/08/2018
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a saúde é uma condição de harmonia e equilíbrio entre todas as funções orgânicas, físicas e mentais. Diante da definição, temos o oposto quando se trata em obesidade, doença na qual afeta milhões de pessoas e seu aumento torna a ser um problema de saúde pública. Para ilustrar a problemática, o Brasil está em quinto lugar no ranking dos países com pessoas mais obesas, evidenciando que há uma carência nas políticas públicas para evitar a proliferação e reverter o quadro de obesidade no país.
Primeiramente, é importante ressaltar que sucedem inúmeros fatores nos quais levam o indivíduo à obesidade. Além do agente genético, em que aponta que filhos de pais obesos tem maior tendência em desenvolver a obesidade, devido aos hormônios e metabolismo lento; há também os distúrbios psicológicos, na maioria dos casos, por exemplo, a depressão pode ser um fator que leva à compulsão alimentar. Esse efeito causa a vontade excessiva de comer mesmo estando sem fome, conduzindo ao sobre-peso e eventual obesidade. Se não houver tratamento a tempo, os prejuízos da doença mental conduz ao desequilíbrio físico e sabe-se que a obesidade acarreta ademais problemas, como diabetes.
Por consequência das complicações que a obesidade propicia, as doenças cardiovasculares são as mais frequentes e graves na população, atingindo 36 milhões de indivíduos adultos, de acordo com o Ministério da Saúde. Os dados são alarmantes para a sociedade, que necessita de acesso a saúde pública com facilidade e competência para tratar além da obesidade, as doenças que ela traz e evitar o desfecho em morte. Em contraste com o população adulta doente, o público infantil contribui para isso, pois em conformidade às pesquisas da UNIFESP, a obesidade infantil é a que mais cresce no Brasil, sendo 1/5 de sua população afetada. Resultando em uma futura geração enferma e com uma série de problemas que são descuidados a partir da infância, pela falta de tratamento psicológico e nutricional.
Destarte, medidas são cruciais para que a obesidade seja tratada e minimizada na sociedade. Acima de tudo, compete ao Ministério da Saúde disponibilizar no SUS, médicos e nutricionistas especializados em obesidade para fornecer à população tratamento acessível e eficaz, com apoio de consultas periódicas de psicólogo a fim de observar e tratar da saúde mental. Outrossim, o Ministério do Esporte deve disponibilizar educadores físicos e locais gratuitos nos municípios para ajudarem a população obesa a se exercitarem de acordo com sua necessidade em conjunto com o acompanhamento nutricional. Cabe ao Ministério da educação providenciar aos adolescentes e crianças, merenda balanceada de acordo com o nutricionista e campanhas com a finalidade de desenvolver hábitos saudáveis e possível reeducação alimentar, além do trabalho feito nas aulas de educação física.