Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 09/08/2018
A partir do século XVIII, desde os processos denominados, “Revoluções Industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem priorizando produtos e mercados. Nesse sentido, com o avançar da tecnologia e acesso diversificado de alimentos, surge a preocupação com a saúde alimentar. No Brasil, essa problemática se evidencia não só por causa da ineficiência do poder público, mas também pela sociedade.
A priori, é indubitável a inexistência de programas governamentais que incentivem o consumo de alimentos saudáveis. De acordo com o economista britânico Arthur Lewis, ganhador do Prêmio Nobel, a educação deve ser vista como investimento, principalmente como fonte de informação. Logo, é inadmissível a precariedade das instituições educacionais em fornecer programas de educação alimentar, o que corrobora para maiores gastos na saúde dos brasileiros.
De maneira análoga, vale ressaltar, que a correria do dia a dia influencia para o desleixo nas refeições. Ademais, a boa alimentação está envolvida paralelamente com as questões socioeconômicas. Segundo o jornal O Globo, o Brasil é o 10° país mais desigual do mundo, isso reflete no acesso de diferentes pessoas, com hábitos alimentares distintos. Sob tal óptica, o cenário nacional parece fazer alusão contrária aos princípios de Lewis, onde a falta de conhecimento da sociedade sobre os benefícios de uma vida saudável, eleva, significativamente, a preocupação com o surgimento das patologias ocorridas pela obesidade.
Portanto, é fundamental que o Ministério da Saúde fomente o uso de campanhas informativas que contribuem para melhoria da alimentação, por meio de parcerias com as empresas de produtos orgânicos, junto à palestras em eventos abertos e escolas, já que ela possui um papel fundamental na formação dos educandos, a fim de instruir a todos sobre os benefícios de uma alimentação equilibrada atrelada a prática esportiva. Dessa forma, espera-se atingir melhorias na saúde alimentar dos brasileiros.