Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 14/08/2018

A Primeira Revolução Industrial alterou profundamente o estilo de vida de toda a sociedade, acelerando e intensificando cada vez mais, a sua forma de viver e, principalmente, de trabalhar. Por consequência, a sociedade moderna tem se disponibilizado de cada vez menos tempo para cuidar da sua alimentação e praticar exercícios físicos, gerando um acréscimo no número de pessoas obesas no Brasil. Diante disso, uma discussão em torno desse tema faz-se necessária.

Primeiramente, deve-se ressaltar a influência exercida pela mídia sobre o consumo da população. Devido não possuir tempo para organizar melhor suas refeições, como ir às feiras e mercados para selecionar alimentos mais saudáveis, e a grande quantidade de propagandas de alimentos fast- foods feitas na televisão, internet e em outdoors espalhados pelas cidades, o indivíduo tende a acabar optando por esses pratos pela rapidez e praticidade que oferecem. Isso, aliado a não realização de atividades físicas, tem causado danos à saúde das pessoas, como o aumento de peso de 40% da população, segundo dados do IBGE, o que aumenta o risco de obesidade e desenvolvimento de outras doenças decorrentes dessa.

Ademais, segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de coercitividade, generalidade e exterioridade. Com isso, fica evidente que o meio é o principal influenciador do indivíduo, cabendo à família e à escola instituírem a educação e a conscientização sobre hábitos alimentares saudáveis desde o início da formação da criança, visto que esses são os ambientes em que elas passarão a maior parte da sua vida infantil. Dessa forma, elas já crescerão habituadas a uma forma de vida saudável, sendo mais fácil mantê-lo ao longo da vida.

Diante disso, medidas devem ser adotadas para resolver o impasse. Cabe ao governo criar leis que instituam a obrigatoriedade de se informar, de forma clara, nos rótulos e propagandas de fast- foods e produtos industrializados a quantidade de componentes danosos à saúde que cada um possui, como açúcar, gordura e sódio, para que o consumidor fique consciente do que realmente está ingerindo e evite o consumo excessivo. Além disso, as escolas devem trabalhar a educação alimentar dos alunos, através de palestras com nutricionistas e oficinas culinárias, a fim de informar e desenvolver o interesse por uma alimentação melhor para que, em conjunto com a família, que deve, desde o início do contato da criança com alimentos, inserir um hábito alimentar saudável, proporcione a formação de adultos mais conscientes e saudáveis. Assim, será possível reverter o quadro da obesidade no Brasil.