Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 09/08/2018
Magali, a comilona dos quadrinhos feitos por Mauricio de Souza, representa um hábito comum de várias pessoas: comer demasiadamente. No entanto, a prática começa a ser prejudicial na medida em que não se tem controle e, sendo assim, levando à obesidade. Hodiernamente, devido a falta de tempo cotidiana e a falta de educação alimentar das pessoas, a obesidade acaba tornando-se um caso de saúde pública.
Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade atravessa uma grande mudança nos costumes. Desse modo, as pessoas que estão inseridas dentro de uma lógica capitalista em que tempo é dinheiro, modificam suas relações pessoais, profissionais e até alimentares à essa nova realidade. Logo, infelizmente, torna-se comum o hábito de buscar alternativas que se adequem a essa nova realidade e, com isso, a preferência pelo ‘‘fast-food’’ aumenta. Contudo, esse costume acaba por colaborar com o aumento dos casos de obesidade entre os indivíduos.
Outrossim, a falta de educação alimentar é outro fator que agrava o problema. Por consequência, doenças secundárias (como diabetes e pressão alta) acabam sendo comuns. Lamentavelmente, a educação alimentar é algo que não é costumeiramente abordado nas escolas, tampouco nas famílias e, cabe ao Estado, assumir às consequências dessa falta de educação alimentar. Prova disso são os gastos com a obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que, segundo o Ministério da Saúde, já são de 5% das despesas totais.
Diante do exposto, é urgente a necessidade de mudanças para frear à obesidade. Logo, cabe ao MEC, juntamente com o Ministério da Saúde, criar nas escolas campanhas que visem promover à educação alimentar reduzindo, dessa forma, a obesidade futura. Ademais, grupos de estudantes nutricionistas, em parceria com a universidade, devem promover, em comunidades e empresas, ações que estimulem o consumo de alimentos mais saudáveis e a prática de atividades físicas. Desse modo, se reduz os gastos com obesidade na saúde pública.