Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 12/08/2018
É de conhecimento geral que, atualmente, a obesidade é um dos problemas mais evidentes na sociedade brasileira. É mediante tal questão que muitas pessoas desenvolvem graves quadros de problemas de saúde, como a diabetes. Nesse contexto, é indispensável salientar que a má qualidade alimentar e a ausência de exercícios físicos estão entre as causas da problemática. Diante disso, vale discutir os perigos do sobrepeso para com a saúde da população e a importância da educação para a evolução do país, bem como a atuação do Estado no âmbito da solução desse impasse.
Em uma primeira abordagem, é fundamental destacar que a obesidade é precursora de inúmeras doenças. Nesse sentido, o doutor em cardiologia Alexandre Von Humboldt explica que o excesso de gordura no corpo pode comprometer a circulação sanguínea. Por causa disso, o indivíduo obeso apresenta grandes probabilidades de desenvolver uma hipercolesterolemia - colesterol alto - ou até mesmo um infarto do miocardio. De maneira análoga, a obesidade configura-se como um problema de saúde pública, na medida em que a demanda nos hospitais está cada vez maior e o orçamento para a remediação dessa enfermidade não acompanha esse crescimento - o que reverbera em casos de óbito. Dessa forma, é possível perceber que a falta de consciência alimentar está tornando-se o algoz de uma sociedade que se alimenta por aplicativos, escolhe o que vai comer pela entrega mais rápida e, cada vez mais, desconhece o significado real do alimento sobre a mesa.
Outro ponto em destaque - nessa temática - é a relevância da educação para o desenvolvimento da nação. Seguindo essa linha de raciocínio, o educador Paulo Freire sustenta a ideia de que, se a educação não pode transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Fazendo jus desse conceito, é necessário a difusão de conhecimentos sobre a educação alimentar e os benefícios da prática de atividades físicas. Nessa ótica, estudos do Instituto de Pesquisas de Campinas indicam que a consciência da alimentação saudável deve ser estimulada ainda na infância do indivíduo; momento da vida em que a pessoa absorve os seus costumes. Assim, urge uma mudança nos valores da sociedade.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para combater a obesidade. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas, de modo que a educação alimentar seja trabalhada em todos os anos letivos dos alunos, além de promover atividades físicas. Nesse programa, as cantinas escolares serão estimuladas a comercializar e distribuir apenas frutas, hortaliças, grãos e sucos - em detrimento de frituras e refrigerantes. Como também, a prática de esportes será tratada por meio de atividades lúdicas. Com tais medidas, o Brasil construirá caminhos seguros para a saúde dos jovens e, por conseguinte, essas mesmas pessoas terão um futuro saudável.