Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 15/08/2018
O sociólogo Zygmunt Bauman, numa de suas obras, relata que o mundo moderno é caracterizado por um conjunto de aceleradas e fluidas relações sociais. Para acompanhar esse ritmo frenético da sociedade contemporânea, a alimentação passou a ser negligenciada e a obesidade tornou-se um enorme problema, acometendo desde crianças à adultos. Fatores de ordem econômica, cultural, genética e hormonal, caracterizam o drástico quadro de sobrepeso nacional.
Pesquisas feitas pelo Ministério da Saúde, afirmam que nos últimos dez anos, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou em torno de 60% e segundo o site de noticias BBC News, a cada cinco brasileiros, um está obeso e mais da metade da população está acima do peso. Esse aumento coincide com um período de crescimento do poder de compra dos brasileiros, incentivados por políticas econômicas e programas de distribuição de rendas e também está relacionada com os novos padrões alimentares, mudança esta que ocorre desde os anos setenta, onde uma onda de alimentos mais calóricos e mais rápidos começam a substituir as refeições feitas em casa.
Outrossim, especialistas em comportamento afirmam que os prazeres da vida são relativos entre pessoas, e comer está entre os principais, sendo que massas, gorduras e doces estão entre os mais consumidos. Porém, sem haver equilíbrio entre esses alimentos e atividades atividades físicas, causam além da obesidade o sedentarismo, que juntos trazem sérios riscos á saúde, como: o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que pioram ainda mais a condição de vida dos brasileiros. Além de problemas nas articulações e coluna vertebral, a obesidade leva a sérios distúrbios psicológicos, pesquisas realizadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) demonstram que mais de 30% das pessoas com sobrepeso tem chance de estarem depressivas. A insatisfação com o corpo pode acarretar em medidas drásticas, resultando em dietas severas que podem comprometer ainda mais a saúde do individuo.
Sendo assim, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, deve tentar entrar em acordo com as indústrias de alimentos, a fim de diminuir gorduras e açúcares em suas composições e deve haver um incentivo maior na pratica de atividades físicas, o estado deve promover palestras e campanhas afim de quebrar alguns paradigmas de que emagrecer é apenas uma questão de estética e a mídia, tem o papel de difundir e alertar toda a população aos riscos que a obesidade traz a saúde dos cidadãos, prezando assim a saúde da população brasileira.