Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 21/08/2018
O pensamento do Geógrafo Milton Santos, em sua frase “O consumismo representa o grande fundamentalismo em nossos dias”, permiti-nos compreender o grande desafio enfrentado pelo sistema único de saúde nos índices alarmantes de pessoas acima do peso ou obesas, com risco de desenvolver doenças crônicas, como câncer, diabetes e doenças relacionadas ao coração, decorrente do consumo exagerado de comidas industrializados no Brasil. Sob esse aspecto convém analisar as principais causas e possíveis soluções para essa problemática na sociedade brasileira.
Em Primeiro lugar, é importante analisar que, segundo o site O Globo, o Sistema Único de Saúde gasta R$ 488 milhões por ano com doenças ligado à obesidade. Isso se deve, ao crescente aumento no consumismo desenfreado de alimentos industriais, com uma redução satisfatória na prática de atividades físicas, tendo como consequência a progressão do sedentarismo. Desta forma, é inadmissível que em um país com a redução da taxa de natalidade e inversão da pirâmide etária, a maioria da população seja refém das empresas multinacionais que produzem “Fast-Food”, tornando-se essa situação algo recente.
Além disso, é possível afirmar que estudos da folha de São Paulo comprovam que 2,4% do Produto Interno Bruto é utilizado nos elevados custos médicos, mas incluem também nos gastos indiretos ou sociais, tais como: diminuição da qualidade de vida, problemas de ajustes sociais, perda de produtividade, incapacidade com aposentadorias precoces e morte. Assim o pensamento do Milton Santos torna-se coerente com a atual conjuntura da nação. Infelizmente os recursos do governo federal não são suficientes para suprir a demanda na educação alimentar e conscientização sobre os malefícios do consumo desproporcional de alimentos industriais, gerando em muitos casos o aumento do sedentarismo.
Destarte, urgem medidas que incentivem a orientação familiar em prol da manutenção e da integridade física. Para tanto, o Estado aliado à sociedade engajada pela causa, por intermédio dos meios de comunicação em massa, como televisão, o rádio e a internet, deve promover intensa divulgação acerca da importância da alimentação saudável acompanhada da prática rotineira de atividades desportivas com participação familiar no dia-a-dia dos jovens, para que políticas de mudanças sejam pensadas pelas autoridades.