Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 13/10/2018
O artigo 196 da Constituição Federal de 88 diz que “A saúde é direito de todos e dever do estado”. No entanto, os desafios da saúde pública, no Brasil, são muitos, principalmente no que tange à obesidade, cuja taxa de crescimento é alarmante e as consequências são graves.
É importante ressaltar, primeiramente, que segundo dados levantados pelo Ministério da Saúde, entre os anos de 2006 e 2016, os casos de obesidade aumentaram em 60% no país. Indubitavelmente, a materialização do tempo é uma das principais causas para tal aumento, uma vez que as transformações sociais ocorridas na contemporaneidade entram em conformidade com a frase “Tempo é dinheiro” dita por Benjamin Franklin. Dessa forma, a busca por uma alimentação mais imediatista, sendo estes alimentos, quase sempre, industrializados e mais calóricos, aumentou.
Ademais, segundo o médico Drauzio Varella, o sistema de saúde brasileiro é centrado quase que exclusivamente no tratamento da patologia, deixando, portanto, a preocupação em combater as causas, em segundo plano. Dessa forma, nota-se a necessidade de aderir a políticas públicas de prevenção à obesidade, uma vez que de acordo com dados publicados pelo New England Journal of Medicine 7% das mortes globais em 2015 estão ligadas ao sobrepeso, como é o caso de doenças cardiovasculares.
Logo, a fim de reduzir os casos de obesidade bem como suas consequências é necessários que o Ministério da Saúde disponibilize uma maior quantidade de verbas para a prevenção, tendo em vista que boa parte será recompensada com um gasto menor com o tratamento. Para isso, é preciso que reduzem os impostos sobre os alimentos saudáveis, sendo eles industrializados ou não, com o intuito de atender à demanda da população por algo imediatista, além de tornar mais atrativo financeiramente.