Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 03/09/2018
O sociólogo Zygmunt Bauman, numa de suas obras, relata que o mundo moderno é caracterizado por um conjunto de aceleradas e fluidas relações sociais. Para acompanhar esse ritmo frenético da sociedade contemporânea, a alimentação passou a ser negligenciada e a obesidade torno-se um enorme problema, acarretando desde crianças à adultos. Fatores de ordem econômica, cultural, genética e hormonal caracterizam o drástico quadro de sobrepeso nacional.
Pesquisas feitas pelo Ministério da Saúde afirmam que nos últimos dez anos, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou em torno de 60% e segundo o site de noticias BBC News, a cada cinco brasileiros, um está obeso e mais da metade da população está acima do peso. Esse aumento coincide com um período de crescimento do poder de compra dos brasileiros, incentivados por políticas econômicas e programas de distribuição de rendas e também está relacionada com os novos padrões alimentares, mudança esta que ocorre desde os anos setenta, onde uma onda de alimentos mais calóricos e mais rápidos começam a substituir as refeições feitas em casa.
Outrossim, especialistas em comportamento afirmam que os prazeres da vida são relativos entre pessoas, e comer está entre as principais, sendo que massas, gorduras e doces estão entre os mais consumidos. Porém, sem a ver equilíbrio entre esses alimentos e atividades físicas, causam, além da obesidade, o sedentarismo que, juntos, trazem sérios riscos á saúde, como: o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que pioram ainda mais a condição de vida dos brasileiros. Além de problemas nas articulações e coluna vertebral, nota-se que a obesidade leva a sérios distúrbios psicológicos, pesquisas realizadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) demonstram que mais de 30% das pessoas com sobrepeso têm chance de estarem depressivas. Em suma, a insatisfação com o corpo pode acarretar em medidas drásticas tais como, dietas severas que podem comprometer ainda mais a saúde do individuo.
Sendo assim, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional deve tentar entrar em acordo com as indústrias de alimentos, a fim de diminuir gorduras e açúcares em suas composições e deve haver um incentivo maior na prática de atividades físicas. O estado deve promover palestras e campanhas afim de quebrar alguns paradigmas de que emagrecer é apenas uma questão de estética, a mídia, tem o papel de difundir e alertar toda a população aos riscos que a obesidade traz a saúde dos cidadãos e deve haver investimentos por meio da escola em cantinas que promovam lanches mais saudáveis formando assim um paladar mais educado desde cedo, prezando assim a saúde dos brasileiros.