Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 06/09/2018

Há um crescimento significativo do número de obesos na população brasileira, causando certa preocupação nos profissionais da área de saúde. De acordo com Bela Gil, nutricionista e apresentadora de programas de culinária, a alimentação é capaz de transformar o estilo de vida e melhorar a saúde dos indivíduos. No entanto, a obesidade crescente demonstra a falta de educação alimentar apontada pela especialista. Nesse sentido, a má alimentação e o sedentarismo configuram os principais empecilhos no combate ao excesso de peso no país.

Nesse contexto, os hábitos alimentares inadequados influenciam diretamente na balança de brasileiros. O fato de recorrerem em excesso aos fast foods e a comidas altamente industrializadas como refeição principal, embora contenham altos teores calóricos e de sais, demonstra a negligência para com as consequências do consumo desses produtos. Segundo a literatura médica, tal comportamento favorece o principal causador da obesidade, uma vez que, com a ingestão exagerada de lipídios e carboidratos, presentes nos alimentos processados, estimula-se o desenvolvimento do tecido adiposo, o que pode ocasionar problemas fisiológicos, como diabetes e pressão alta. Dessa forma, torna-se fundamental mudanças na educação alimentar, a fim de prevenir a saúde dos indivíduos.

Ademais, esse comportamento aliado à carência de atividades físicas na rotina dos cidadãos contribui para a problemática. O simples ato de escolher passar o tempo disponível na tela de computadores, interagindo nas redes sociais em vez de realizar caminhadas, musculação e corridas evidencia o sedentarismo na população brasileira. Assim, o acúmulo de gordura não é metabolizado, estimulando a obesidade. Situação semelhante é abordada no filme Wall-E, da empresa Disney, no qual viajantes de uma nave espacial optam por hábitos comodistas, como se deslocar em cadeiras flutuantes, fazendo com que todos os personagens apresentassem excesso de peso. Logo, percebe-se que a animação não se encontra tão distante da realidade brasileira.

Nessa perspectiva, a falta de educação alimentar e o sedentarismo dificultam o combate ao sobrepeso no Brasil. Por isso, torna-se necessário que as instituições educacionais estimulem o consumo de alimentos saudáveis, por meio de palestras com especialistas como nutricionistas, a fim de demonstrar a importância da ingestão de frutas, legumes e verduras como prevenção da obesidade. Outrossim, o Ministério da Saúde deve incentivar as atividades físicas, por intermédio de propagandas nas próprias redes sociais, como ‘‘Facebook’’ e ‘‘Twitter’’, com o intuito de levar os indivíduos a prática de exercícios, fazendo-os ficar menos suscetíveis ao excesso de peso.