Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 05/09/2018

Conforme a primeira Lei de Newton, lei da inércia, um corpo tende a permanecer em seu estado natural até que outra força, maior ou igual, haja nele mudando seu trajeto. De forma análoga, quando se verifica a obesidade, no Brasil, hodiernamente, vê-se que no lugar de existir, assim como na teoria, uma força maior que muda seu movimento, de existência, na prática é constatado que seu trajeto permanece idêntico, seja pela influência midiática consumista, seja pelo alto sedentarismo da sociedade.

Em primeiro plano, o pode propagandístico da mídia com imagens e narrativas estimula o consumo exacerbado e prejudicial à saúde. Nesse contexto, há grande incentivo ao consumo de comidas com alto teor de gorduras hidrogenadas, capazes de aumentar o sabor e a duração do produto. No entanto, essas gorduras são capazes de atuar na corrente sanguínea, através da lipoproteína de baixa densidade - mais conhecida como colesterol ruim - em que sua alta concentração favorece doenças como aterosclerose e o ataque do miocárdio. Desse modo, é nocivo a imposição propagandística que fomenta hábitos alimentares prejudiciais e ratifica o movimento inerte do impasse.

Outrossim, salienta-se o comportamento estagnado e padronizado da população mediante ao exercício físico. Segundo o sociólogo Durkheim, o fato social é uma maneira estabelecida de agir e pensar. Dessa forma, o fato da não prática de exercícios físicos se manter grande na sociedade é preocupante, haja visto que são fundamentais para o bem estar individual e previnem doenças provocadas pelo sedentarismo. Assim sendo, torna-se inexequível a troca do percurso, da persistência até a inexistência.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de medidas que alterem o percurso da obesidade. Cabe ao Governo em parceria com as mídias divulgar e instigar, por meio de propagandas que influenciam e têm alto poder de persuasão, o desejo pela boa alimentação e a prática de exercícios citando os benefícios para a saúde. A fim de que o Estado e a mídia atuem como uma só força newtoniana capaz de mudar a inércia da obesidade brasileira.