Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 27/09/2018

“A saúde como fortuna, deixa de favorecer os que abusam dela’’. A frase do ensaísta Charles de Saint-Evremond ajuda na análise da questão da alimentação irregular, uma vez que tal problemática auxilia no aumento de números de casos de obesidade no Brasil. Isso ocorre, na maioria das vezes, devido à preferência de muitos por uma alimentação mais rápida, o que gera, posteriormente, problemas prejudiciais à saúde. Nesse contexto, cabe, então, analisar os fatores que promovem esse quadro.

Convém ressaltar, a princípio, que a sociedade pós-industrial, ou seja, com uma rotina conturbada, é um fator determinante para a precaridade do consumo nutricional. De acordo com a Vigitel (vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico), apenas um entre três adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana. Essa pesquisa mostra a preferência de muitos a alimentos industrializados ou até mesmo, fast-foods. Dessa maneira o indivíduo acaba por banalizar o que vai alimentá-lo no seu dia a dia e, consequentemente, aparecem problemas de saúde àqueles que tomam tal atitude.

Em consequência disso, vê-se os inúmeros casos de obesos na população brasileira. O alto consumo de comidas calóricas traz consigo doenças como diabetes, hipertensão e infarto, o que configura um quadro preocupante para o país visto que o Ministério de Saúde afirmou que mais de 50% da população está acima do peso. Paralelo a esses dados que se costuma dizer que “o peixe morre pela boca”, já que a má alimentação virou caso de saúde pública. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para transpor essa problemática.

Verifica-se, portanto, que não há necessidade de combater somente as consequências, mas também, trabalhar na prevenção. Por essa razão, cabe a mídia juntamente com o Ministério da Saúde, promover a divulgação de propagandas e campanhas que ressaltem a importância de uma boa alimentação e os malefícios que o adverso causa, a fim de que a comunidade se conscientize. Soma-se a isso a ação da família - através dessa conscientização - que pode preparar sua própria comida, na qual inclua legumes, hortaliças e frutas – uma vez que estas são nutritivas e saudáveis. Desse modo, a saúde do povo brasileiro será uma constante riqueza.