Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 30/09/2018
Na sociedade contemporânea, os males causados pela obesidade apresentam-se como um problema de caráter social. Isso se deve, sobretudo, a diminuição na pratica de atividades físicas e aumento do consumo de alimentos pobres em nutrientes, que vem causando o aumento nos casos doenças físicas e psicológicas relacionadas a obesidade. Logo, são necessárias mais ações dos órgãos governamentais e sociais, visando ao enfretamento dessa problemática.
Em verdade, a obesidade tornou-se uma preocupação mundial a partir de meados da década de XXI, desde então vem aumentando gradualmente em vários países do mundo. Por consequência, a obesidade pode causar diversos danos à saúde dos indivíduos como as doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs), como diabetes tipo 2 e as doenças cardiovasculares, com maior risco de morte prematura ou redução da qualidade de vida do indivíduo. Conforme pesquisa feita pelo Ministério da Saúde a prevalência da obesidade passou de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. Assim, é importante destacar que a falta da pratica de atividades físicas aumenta diretamente os índices de obesidade, já segundo o IBGE cerca de 46% da população é sedentária, porém na sociedade moderna, a prática de exercícios tem se tornando cada vez mais escasso entre os indivíduos. Com isso, o Professor Márcio Atalla, junto com a Universidade de São Paulo, mobilizou uma cidade inteira em um desafio para mostrar como a prática de atividades físicas pode diminuir os casos de obesidade. Outrossim, é importante destacar que, com a queda do sistema socialista e a ascensão do capitalismo, a sociedade tornou-se mais dinâmica, inclusive no que tange à alimentação, através da criação de redes de “fast foods”. Sendo assim, os indivíduos então se alimentando cada vez mais, de alimentos com baixa qualidade e em menos tempo, podendo gerar os problemas de saúde. Assim, o aumento dessas doenças segundo a Organização Mundial de Saúde, sobrecarrega os sistemas de saúde públicos e inviabiliza ganhos econômicos para o País. Além disso, a indústria midiática fomenta esse problema, já que as propagandas sobre alimentos industrializados e comidas “trash” invadem diariamente os lares brasileiros.
Dessa forma, fica evidente a necessidade de combater os males causados pela obesidade, que é um paradoxo da vida moderna. Para tanto, os Governantes municipais devem criar mais políticas públicas que visem criar ambientes mais propícios para a prática de atividade físicas como as ciclovias, melhorar a iluminação em parques e jardins, aumentando os espaços verdes e a segurança desses locais. Além disso, cabe-lhe ainda em parceria com as intuições educacionais, ampliando a carga horaria de disciplinas como a educação física. Ademais, cabe às ONGs criar projetos sociais, por meio de palestras e debates com especialistas da área alimentar, em âmbito social, mensalmente, visando mostrar as pessoas os riscos da alimentação irregular para a saúde.