Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 04/10/2018
A sociedade atual, acelerada e sintética, está repleta de problemas relacionados à má alimentação e ao aumento excessivo de peso. Tais desequilíbrios nutricionais ocasionam a obesidade – doença que afeta mais de 52% da população brasileira, de acordo com uma pesquisa realizada em 2015 pelo Ministério da Saúde. Ainda mais, a alimentação irregular gera muitos outros problemas além da obesidade, podendo causar graves danos à saúde física e psicológica dos indivíduos.
Em primeiro lugar, observa-se que o modo de vida das pessoas é baseado na cultura do imediatismo, caracterizada pela falta de tempo, principalmente por conta do trabalho. Em vista disso, a alimentação tem sido reduzida a produtos industrializados e aos “fast-foods” – termo estrangeiro que designa comidas rápidas – que são pouco nutritivos, mas acabam sendo preferíveis por serem saborosos e práticos. De acordo com um estudo realizado pela EAE Business School, os brasileiros perdem apenas para os Estados Unidos, Japão e China na hora de comprar esse tipo de comida que, mesmo rápida e barata, não é necessariamente a melhor opção, pois é uma das principais causas da obesidade.
Ademais, dentre os diversos efeitos gerados, a obesidade ganha destaque. A principal causa dessa doença advém do sedentarismo - ausência quase total de atividades físicas - no qual há um gasto insuficiente de calorias adquiridas em alimentos altamente prejudiciais e não saudáveis. Por conta dessa disfunção, ocasionam-se várias outras enfermidades como: hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares, e além disso, podem gerar desequilíbrios psicológicos. Em virtude dos fatos citados, o nutrólogo Lair Ribeiro mencionou que: “Quem não tem tempo para cuidar da saúde, vai ter que arrumar tempo para cuidar da doença”, evidenciando que: não se alimentar bem por falta de tempo, acarretará um prazo muito maior e mais doloroso quando vier em forma de doenças.
Torna-se evidente, portanto, a urgente necessidade de mudanças na saúde alimentícia da população. O poder público, por intermédio dos Ministérios da Saúde e da Educação, deve viabilizar cardápios escolares que visem uma alimentação mais balanceada, fazendo com que assim, desde cedo, as crianças e adolescentes aprendam a comer comidas mais saudáveis; afinal, a escola tem papel fundamental na educação com um todo. Ainda convém lembrar que o Ministério da Saúde por meio do poder de influência midiático, promova propagandas educacionais para orientar a população sobre os perigos causados pelo sedentarismo, conscientizando as pessoas acerca da importância de se praticar exercícios físicos e comer bem, pois a alimentação é um ingrediente importante nas transformações que a sociedade precisa.