Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 08/10/2018
Por uma vida mais leve
Com a evolução parece que o prazer imediato e a pequena preocupação com o futuro têm prioridade na vida dos brasileiros. Tudo deve ser aqui e agora, assim também com a alimentação. Tudo deve ser rápido e prático. Porém, não muito tempo atrás, no século passado, a sociedade tinha hábitos alimentares mais saudáveis, mas com o advento da Revolução Industrial surgiu a alimentação industrializada e a sociedade passou a ter à disposição uma nova forma de se alimentar, alimentos ricos em sódio, açúcar e carboidratos.
Diferentes são os fatores que levam um indivíduo à obesidade: dentre eles, estão os fatores genéticos, fatores sociais ou comunitários, a grande oferta de diferentes alimentos que levam a comer demais. Comer faz parte do convívio social, onde se está há uma grande variedade de alimentos, tudo leva a comer mais. Mas uma vida sedentária também é fator de risco para o ganho de peso.
Na era paleolítica o homem precisava buscar a comida, caçar, não havia lugar para uma vida sedentária, não havia fartura, nem publicidade, consumia-se o que era produzido. Ao contrário de hoje, quando há uma gama de alimentos rápidos, cheios de sódio e com muitas propagandas, que induzem a comer. Devido às ocupações diárias, o brasileiro prefere o ais rápido e saboroso, deixando de lado o que de fato nutre e alimenta.
Com o passar do tempo, a vida corrida, a falta de atividade física e de uma alimentação balanceada leva o indivíduo a desenvolver doenças, como o infarto, a hipertensão, o AVC, diabetes. Tendo como consequência o desiquilíbrio psicológico, bulimia, o afastamento social, preguiça e afastamento do trabalho, sem esquecer que pessoas obesas também sofrem com o preconceito.
Sendo assim, sugere-se que através da mídia as propagandas sejam reformuladas, apresentando o que pode causar a grande ingestão de carboidrato, sódio e açúcar. Também seria importante que políticas públicas abordassem campanhas incentivando a atividade física e a reeducação alimentar e que assim, como é feito no cigarro, que fotos “chocantes” fossem colocadas nas embalagens. Seria importante também, chamar a tenção para as dietas malucas que muitas vezes causam sérios problemas.