Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 11/10/2018

A popularização pelo mundo de redes especializadas em comidas tituladas fast-food, como a McDonald´s e Burger King, reverberam o estilo de alimentação adotado pela sociedade hodierna. Contudo, a combinação desse tipo de comida com sedentarismo da população proporcionou que a obesidade se tornasse um dos principais problemas de saúde pública no século XXI, principalmente, na faixa etária infantil.

Em primeiro lugar, segundo o Ministério da Saúde, a obesidade no Brasil cresceu 60% em dez anos, um em cada cinco brasileiros estão acima do peso. Assim, uma realidade que demonstra às consequências de uma sociedade que se habitou com uma alimentação com alto teor de açúcar e com o estilo de vida sedentário. Isso acontece, principalmente, pelo do modo como a população se organiza, dado que a sensação de pressa, que segundo o filósofo Harmut Hosa caracteriza a modernidade, dificulta a construção de hábitos saudáveis. Uma vez que, como por exemplo, a distância entre o local da moradia do indivíduo  para o local de trabalho possibilita uma demora no seu deslocamento, dessa forma, adotou-se a praticidade das comidas industrializadas para auxiliarem no cumprimento das suas obrigações. Mas em contrapartida, a obesidade apresenta-se como um  dos produtos dessa ação.                  Além disso, a Organização Mundial da Saúde aponta que a obesidade infantil representa um dos principais problemas de saúde pública no século XXI. Haja vista que, crianças com excesso de peso podem ficar sujeitas às doenças como de hipertensão e diabetes. Contudo, como a infância é caracterizada pela fase de aprendizagem, em que essa população reproduz as ações dos adultos sem o viés crítico, revela, diante disso, a ausência da adoção de comportamentos saudáveis das outras faixas etárias interfere na continuidade da obesidade infantil. Ademais, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico”, por ser assim como esse, composta por partes que interagem entre si, consequentemente, o enfrentamento a essa doença crônica  depende do envolvimento de toda o corpo social.                                                                                Portanto, para combater a obesidade, é preciso que as prefeituras estimulem as empresas a não centralizarem apenas no centro urbano, mas deslocarem para as periferias, por meio do incentivo fiscal, para que, assim, o cidadão possa construir uma vida mais saudável. Outrossim, que mídia, por intermédios dos comercias, evidencie que crianças sadias refletem adultos que estimularam essa postura, mostrando desse jeito, que a prática de exercícios dos pais consoante a uma boa alimentação, faz com que as crianças aderem esse estilo de vida. Diante disso, uma ação integrada e coesa do seio social possibilita a diminuição dos índice da obesidade.