Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 12/10/2018
Na obra machadiana Memórias Póstumas de Brás Cubas, o autor defunto diz que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado de nossa miséria. Uma das marcas dessa miséria se evidencia na obesidade populacional, que apesar de possuir maior qualidade e acessibilidade perante produto saudáveis, apresenta uma realidade paradoxa. Diante disso, torna-se de extrema importância a discussão dessa temática e quais seus impactos para a saúde dos indivíduos.
Historicamente, com o pós Guerra Fria e a consolidação do Capitalismo, é notória a influência hegemônica dos Estados Unidos perante a cultura alimentar. O fato supracitado refletiu nos hábitos alimentares e estimulou o consumo de fast-foods, alimentos açucarados e hipercalóricos que podem acarretar em complicações cardíacas e aumentar a probabilidade da ocorrência de doenças como diabetes e hipertensão. Como consequência, acabam por comprometer a qualidade de vida do corpo social.
Ademais, de acordo com o pensamento durkheimiano, o fato social corresponde ao comportamento social que tem efeito no indivíduo. Analogamente a essa ideologia, é perceptível que a falta de atividades físicas, o sedentarismo e a má alimentação se incorporaram nos hábitos populacionais.Consequentemente, além de complicações na saúde, a obesidade pode impactar na autoestima e ocasionar problemas psicológicos como a depressão e o transtorno de ansiedade.
Portanto, para a resolução dessa problemática é necessário que a mídia em parceria com instituições escolares promovam campanhas a respeito das consequências do sobrepeso à saúde, com o intuito de conscientizar os indivíduos e a comunidade escolar sobre a importância da alimentação saudável. Outra alternativa, seria o Ministério da Saúde promover projetos sociais como a prática coletiva de atividades físicas e palestras públicas sobre os benefícios da alimentação equilibrada. Dessa forma, garantiríamos uma sociedade saudável e um legado do qual Brás Cubas se orgulharia.