Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 12/10/2018

Como referido por Isaac Newton, um corpo não terá seu movimento alterado a menos que uma força externa considerável atue sobre ele, sobressaindo sua inércia. Esse é, lamentavelmente, o atual cenário da obesidade na saúde pública: uma inércia que perdura em detrimento do consumo maciço de alimentos industrializados e a ausência de práticas de atividades físicas. Assim sendo, convém analisar os principais pilares dessa chaga social.

Convém ressaltar, a princípio, que preocupações associadas à obesidade não apenas existem, como vêm crescendo diariamente. Entretanto, como dito pelo filósofo Rousseau, o homem nasce livre, porém, se encontra acorrentado por toda parte, evidenciando isso observa-se a alienação da sociedade pelo consumo excessivo de produtos industrializados, muitas vezes por serem mais práticos e baratos, como congelados e enlatados. Além do mais, com extrema influência das mídias, redes de fast foods - como Mc Donald’s e Burger King - se tornam cada vez mais presentes na alimentação da população e, consequentemente, acarretando na acentuação do problema exposto.

Faz mister, ainda, salientar o sedentarismo como impulsionador da problemática. Exemplificando isso, pode-se citar uma matéria publicada pelo Jornal Folha de São Paulo em maio de 2017, em que foi relatado que menos de 40% da população pratica esportes ou atividades físicas. Dessa forma, atitudes como essas corroboram para o agravamento da doença e o surgimento de novas como hipertensão arterial, diabetes e infarto do miocárdio; tais feitos favorecem na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores.

Destarte, forças externas suficientes devem tornar efetivas, vencendo a inércia mencionada inicialmente. Sendo assim, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde, deve fortificar investimentos em campanhas e palestras, ministradas por médicos e psicólogos, que discutam sobre os malefícios dos alimentos industrializados, a fim de atenuar esse hábito. Aliado a isso, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com o Governo, financie projetos educacionais nas escolas, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas em jornais e debates entre professores e alunos relatando os benefícios da inserção de exercícios físicos na rotina. Somente assim, com medidas gradativas, haverá uma sociedade mais saudável e livre de maus hábitos.