Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 16/10/2018

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), 23% das pessoas da América Latina são obesas. No Brasil, o problema também se acentua e acarreta efeitos negativos para a saúde pública. A falta de educação alimentar nas escolas, aliada ao estresse do cotidiano pós-moderno, intensifica o problema. Portanto, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para reduzir os efeitos negativos da obesidade no tocante à saúde pública.

Como supracitado, o déficit da educação alimentar na escola é um agravante do problema. Segundo o psicanalista Sigmund Freud, as ações transcorridas na vida infantil influenciam no indivíduo adulto. Logo, se na infância há o hábito alimentar irregular, que é uma das causas da obesidade, a criança, quando adulta, permanecerá com o costume alimentar incorreto. Consequentemente, a saúde pública sofre os efeitos negativos do costume irregular.

Outrossim, segundo dados do Ministério da Saúde, o estresse e a ansiedade também configuram causas da obesidade. Consoante ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman que afirma que a sociedade atravessa uma mudança nos costumes, nota-se o impacto disso na alimentação. Logo, o estresse e a ansiedade, oriundos do cotidiano pós-moderno em que o indivíduo está inserido, acabam intensificando o problema da obesidade conferindo efeitos negativos a saúde pública que já soma 20 milhões de pessoas obesas no Brasil.

Diante do exposto, urge que medidas sejam tomadas para reduzir os efeitos da obesidade na saúde pública. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação, promover nas escolas, por meio de atividades lúdicas com nutricionistas, o incentivo à alimentação saudável logo na infância. Ademais, deve-se promover, com psicólogos, rodas de diálogos dentro das empresas visando auxiliar no combate ao estresse e ansiedade, colaborando com a redução da obesidade e seus efeitos para a saúde pública.