Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 16/10/2018
Como se sabe, na obra Modernidade Líquida, o sociólogo Bauman caracterizou o mundo moderno como um conjunto de relações sociais aceleradas e superficiais. Nesse sentido, para acompanhar tal ritmo frenético, a alimentação tem sido negligenciada e os infortúnios relacionados à obesidade cada vez mais frequentes. Assim, doenças ligadas ao excesso de peso como o diabete e a hipertensão tem gradativamente onerado os sistemas de saúde pública.
Em primeiro plano, é essencial salientar que o apelo midiático que tenta convencer a população a adentrar no mundo dos “Fast Foods” é um exemplo de atuação da Indústria Cultural, conceito criado pelos sociólogos Adorno e Horkheimer, já que tenta padronizar os comportamentos de consumo. Contudo, não é concebível que tais influências publicitárias continuem impedindo a obtenção saúde plena em um Estado Democrático.
De outra parte, é notória a insuficiente atuação do meio escolar quanto à alimentação do brasileiro. Segundo Kant, o homem é um produto da educação, sendo portanto, papel das escolas instruir sobre os riscos da obesidade e como preveni-la. Em razão disso, os hospitais tem sofrido para atender os mais de 20% da população com obesidade e seus problemas associados como os problemas cardíacos e os renais.
Por conseguinte, torna-se evidente que a obesidade e as refeições irregulares são cada vez mais frequentes no cotidiano do brasileiro e que medidas devem ser tomadas para que seus efeitos sejam minimizados. Desse modo, o Ministério da Educação em parceria com o da Saúde, deve criar um mecanismo para instituir debates e reflexões nas escolas, visando à alimentação saudável e a prática de exercícios físicos. Assim, os jovens poderão rever seus hábitos e contagiar seus familiares em bons costumes. Ademais, a sociedade civil deve se organizar de forma a exigir que as empresas do ramo alimentício deixem claro em seus produtos os malefícios que eles podem causar em caso de uso descomedido.