Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 17/10/2018

Após a Revolução Industrial no século XVIII, o mundo passou a se adequar a um novo padrão de consumo e altas cargas horárias de trabalho nas industrias. Com efeito, a qualidade de vida social decaiu, pois pouco tempo restava para se dedicar a comidas saudáveis e atividades físicas. Sem a devida atenção para esse viés, hoje o Brasil é o 5º  país mais obeso, fator que segue paralelo a diversas doenças, sendo imprescindível a criação de medidas que revertam esse quadro.

Em primeiro plano, a intensificação do número de redes de fast-food, e o encarecimento de alimentos saudáveis corrobora, visto que, para as camadas mais populares é viável o fácil acesso e o baixo custo dos alimentos das redes. Dessa forma, além de contribuir para a taxa de obesos, que atinge mais de 50% da população segundo a Organização Mundial da saúde, passa a auxiliar o surgimento de doenças como hipertensão e diabetes, tornando uma sociedade de baixa qualidade de vida.

Além disso, a falta de cuidado em relação as crianças reforça a obesidade desde a infância, dado que a educação alimentar é fundamental para uma vida adulta com mais saúde, pois a sua carência  permite um mal desempenho escolar e desenvolvimento físico e emocional adequado, segundo a especialista em nutrição materno infantil Flávia Montanari. Porém a ausência de campanhas públicas e a imparcialidade da mídia impede a devida atenção para o problema.

Portanto, é fundamental a elaboração de medidas que diminuam esse viés. Para isso, é dever do Poder legislativo criar leis que combatam o número excessivo de redes de fast-food nos estados brasileiros, e estabelecer isenções para alimentos básicos em detrimento dos impostos pelos produtos supérfluos. Também é preciso que, o Governo Federal em parceria com a mídia televisa criem campanhas para conscientizar a população dos riscos da obesidade, por meio de novelas, para que, ser saudável se torne uma opção para qualquer classe social e essencial.