Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 21/10/2018

A arteroesclerose é uma doença grave que consiste no depósito excessivo de gordura no sangue, podendo gerar a ruptura de vasos sanguíneos, causando o AVC, acidente vascular cerebral, ou o infarto. Essa situação acentua-se, principalmente, em indivíduos que abusam de alimentos com alta taxa lipídica e que estão acima do peso. Porém, embora os riscos sejam elevados, nunca houve, na história da humanidade, tantas pessoas obesas como nos dias de hoje. Tal situação está preocupando organizações mundiais e órgãos públicos dos países mais afetados, pois a obesidade interfere, negativamente, na qualidade de vida dessas pessoas e gera um gasto exorbitante.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que um obeso sofre não só com aspectos físicos, mas também com psicológicos, uma vez que a condição emocional é um fator determinante da sua situação. Contudo, a depressão é uma das causas que levam à compulsão alimentar, já que existem pessoas que tendem a amenizar seu desequilíbrio psicológico comendo. Inclusive, conforme matéria divulgada pela revista Exame, frustrações, desilusões e ansiedade são principais fatores responsáveis pela compulsão alimentar. Nesse sentido, é possível notar que a obesidade pode ser controlada.

Por conseguinte, essa doença afeta, indiretamente, a sociedade como um todo, porque um percentual considerável de dinheiro, arrecadado através dos impostos pagos, é destinado à obesidade. Dessa forma, se houvesse um controle mais efetivo, além de poupar gastos, haveria a diminuição de filas em hospitais, ocupação de leitos e favoreceria o tratamento de doenças inevitáveis, uma vez que os recursos seriam poupados. Aliás, no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, 5% das despesas gerais do Sistema Único de Saúde, o SUS, são destinados à obesidade.

Logo, é evidente que esse problema de saúde pública pode ser minimizado. Para isso, é preciso que os Governos Federais de países com alto índice de obesos, juntamente com seus órgãos responsáveis pela saúde, interfiram por meio de campanhas para informação da sociedade. Primeiramente, devem promover campanhas com especialistas da área da saúde, em escolas, empresas e parques a fim de orientar a população sobre evitar que a obesidade a afete. Paralelo a isso, no caso do Brasil, o Poder Legislativo deve criar uma lei que obrigue a indústria alimentícia a informar na embalagem dos produtos os percentuais de sódio, gordura e açúcares, para que as pessoas tenham o conhecimento do que estão consumindo. Desse modo, será possível ajudar a todos, afinal, como disse Nelson Mandela, o conhecimento é o grande motor do desenvolvimento.