Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 26/10/2018

O brasil deixou o mapa da fome em 2014, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o que significa que, pela primeira vez, menos de 5% da população brasileira ingeria uma quantidade de calorias inferior ao mínimo recomendado pela organização. Embora esses dados sejam animadores, nesse ínterim entrou em cena outro problema, a obesidade, responsável direta por infortúnios como doenças crônicas e a respectiva saturação do SUS (Sistema Único de Saúde).

Inicialmente, é importante esclarecer que a obesidade possui causas multifatoriais. Não obstante, são o sedentarismo e os maus hábitos alimentares que ocasionam usualmente esse quadro. Pode-se “linkar” esse fenômeno à recente sedentarização do homem em trabalhos cada vez mais burocráticos e imóveis, bem como a popularização de comidas industrializadas, que sabidamente possuem excessos de calorias na forma de açúcares e gorduras. Com efeito, a obesidade pode levar à morte do indivíduo, por meio de complicações e, sendo assim, configura um grave problema de saúde pública.

Outrossim, parte da culpa da saturação do SUS é decorrente do excesso de peso da população. Isso é constatado com dados do Ministério da Saúde, que indicam que um quinto dos brasileiros sofrem com a obesidade. Sob essa ótica, a população obesa, acometida por doenças oriundas do sobrepeso, são fregueses constantes de hospitais, gerando gastos com contratação de pessoal e compra de medicamentos. Em suma, estendem filas que já são grandes e colapsam um sistema que já é suficientemente sobrecarregado por outras demandas.

Portanto, com todo o exposto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com academias e redes de fast-food criar campanhas de alerta aos riscos do sedentarismo, mediante a exposição de cartazes nesses ambientes, propagandas televisivas e até mesmo a reformulação de menus, a fim de criar uma consciência coletiva acerca do assunto. Em outra frente, o Congresso pode criar leis que desonerem alimentos saudáveis para torná-los mais atrativos ao consumidor. Essas campanhas devem enaltecer a prática de exercícios físicos e exaltar os benefícios de uma alimentação balanceada. São com esses esforços que finalmente diminuirão os casos de obesidade e, assim, desafogar-se-á o SUS.