Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 25/10/2018

‘’Quando nascemos fomos programados/ a receber o que vocês/ nos empurraram com os enlatados’’. O fragmento da música ‘’Geração Coca-Cola’’, do Grupo Legião urbana, relata que a influência do capitalismo modificou o estilo de vida da população. Nesse contexto, o aumento dos produtos industrializados provocou o crescimento do consumo de ‘’fasts foods’’ e enlatados, tornando a alimentação saudável obsoleta. Ora, paradoxalmente, o país que luta para combater a desnutrição, agora precisa conter a obesidade.

Nessa perspectiva, o crescimento dos casos de obesidade está diretamente relacionado ao estilo de vida moderno, especialmente em relação a má alimentação. Conforme o escritor Massembo Pedro,’’ a vida moderna é para nos ajudar e não para nos conduzir’’. Nessa lógica, a falta de tempo, característica do mundo contemporâneo, leva o indivíduo a escolher o alimento mais fácil e prático de ser consumido, com baixa qualidade nutricional, que muitas vezes substituem refeições mais saudáveis do dia a dia. De acordo com o Ministério da Saúde, apenas um entre três adultos consome frutas e hortaliças em cinco dias da semana. De fato, a ‘’Geração Coca-Cola’’, é reflexo de uma sociedade que não se preocupa com o seu bem-estar.

Por conseguinte, os maus hábitos da população causam vários danos à saúde. O sobrepeso e a obesidade podem desencadear no indivíduo diabetes, problemas cardíacos e acidentes vasculares cerebrais. Prova disso, dados do Ministério da Saúde confirmam que a obesidade é uma questão de saúde pública, uma vez que mais de 40% das mortes no Brasil foram causadas por doenças cardiovasculares. Como resultado, a sociedade possui uma baixa qualidade de vida, além do Estado apresentar um rombo nos cofres públicos, em decorrência de ter que arcar com o tratamento das doenças. Dessa forma, enquanto não houver uma reeducação alimentar, combater a obesidade será uma ação inócua.

Superar, portanto, os impactos da obesidade requerem desafios. Para isso, as escolas e universidades devem promover palestras e debates em grupo, entre professores, nutricionistas e alunos, para debater o risco do consumo de alimentos não saudáveis e fornecer dicas de como realizar uma reeducação alimentar e como organizar um cardápio, com o intuito de estimular o indivíduo a consumir alimentos saudáveis. Outrossim, cabe à Secretaria de Comunicação Social(Secom)promover campanhas publicitárias nos principais veículos de comunicação, televisão e internet, a respeito dos efeitos que a obesidade pode causar, a fim de sensibilizar a população a mudar seus hábitos e assim obter uma melhor qualidade de vida.