Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 30/10/2018
“Vivemos em tempo líquidos.” A relação de liquidez proposta pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman remete diretamente ao conceito do consumo no século XXI. Dentro desse contexto, a obesidade é pauta de diversos debates acerca da alimentação saudável e também da conscientização das sociedades sobre os riscos dos maus hábitos e suas consequências para o futuro.
Primeiramente, cabe destacar como o ritmo acelerado das novas gerações influencia na saúde dos indivíduos. Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente metade dos adultos no Brasil estão acima do peso, refletindo os resultados de uma alimentação pouco nutritiva e muito calórica, geralmente baseada em Fast Foods. Ademais, doenças relacionadas ao sobrepeso como hipertensão e diabetes aparecem de forma exponencial nas últimas décadas.
É válido ressaltar, ainda, como a alimentação atua sobre os bons hábitos e suas consequências. A culinarista brasileira Bela Gil, em seu canal no YouTube, incentiva uma alimentação baseada em produtos naturais e nutritivos visando atender aos mais diversos grupos e classes sociais. No entanto, a falta de informações sobre o assunto e incentivos por parte dos órgãos públicos faz com que a população se mantenha estagnada e desinformada, resultando na superlotação das filas do SUS por conta de doenças que poderiam ser evitadas com uma mudança nos hábitos de vida.
Faz-se evidente, portanto, uma ação efetiva por parte do Governo Federal juntamente com o Ministério da Saúde a fim de promover ações e palestras nas escolas públicas e privadas, visando conscientizar e informar crianças e jovens sobre os riscos de uma alimentação irregular e suas consequências a longo prazo. Bem como oferecer palestras voltadas à toda população por meio de ações do SUS em todas as cidades, buscando orientar sobre hábitos saudáveis e boa alimentação. Desse modo, será possível mudar a realidade descrita por Bauman e construir um futuro mais consciente.