Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 23/10/2018

Datado do Renascimento, “O Nascimento de Vênus”, de Botticelli, elucida a valorização da estética corporal acentuada, sinônimo de beleza no contexto referido. Fora das artes visuais, a forma voluptuosa é característica de 1 em cada 5 brasileiros, segundo o IBGE, não devido a padrões a estéticos, mas à questão latente da obesidade a qual surte graves efeitos associados, principalmente, à negligência governamental e à falha de instrução social.

A princípio, cabe analisar que apesar da Constituição Cidadão de 1988 garantir o combate a possíveis ameças à saúde coletiva, o Estado não efetiva. Analogamente, é válido considerar que, a fim de obter o máximo lucro monetário, grandes marcas alimentícias utilizam publicidades coercitivas que estimulam o consumo de produtos ultra processados e pouco nutritivos. Em consonância com esse modelo, a falta de políticas fiscais que reduzam tal coerção deixa brechas para a má alimentação da sociedade, tendo em vista que, de acordo com a UNESCO, tais veículos midiáticos formam desde cedo hábitos alimentícios errôneos.

Além disso, convém destacar que, segundo Stuart Mill, todo hábito não refutado tende a enraizar-se na sociedade. Logo, a ausência de educação nutricional nas escolas do país, com o estímulo à refeições nutritivas e ao reconhecimento de sua importância, colabora para que, desde cedo, a população brasileira fique vulnerável a doenças crônicas e diversos tipos de câncer associados à obesidade. Como resultando, o número de jovens com sobrepeso cresceu 110% em 10 anos, segundo o Ministério da Saúde, o que objetifica a necessidade de medidas para atenuar os efeitos daquela ao bem estar da população.

Portanto, a fim de oferecer maior conscientização aos indivíduos sobre os riscos da má alimentação, o Ministério da Saúde, em articulação com o Poder Legislativo, deve estipular que todas as embalagens de produtos industrializados contenham informações sobre os riscos que esses, em excesso, podem gerar a saúde. Ademais, com o intuito de obter efeitos a longo prazo, cabe ao Ministério da Educação elaborar uma campanha socioeducativa que aconteça uma vez por mês nas escolas, com cine debates e palestras mediados por nutricionistas, os quais ensinem o valor da alimentação equilibrada e os impactos positivos associados a ela, para que ao invés de se contrapor, a saúde pública brasileira se aproxime da beleza da arte renascentista.