Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 24/10/2018
Corroborando Hipócrates
“A obesidade em si não é uma doença, mas um prenúncio para tal.” Consoante assertiva de Hipócrates- considerado o “pai da medicina”-, infere-se que a obesidade engendra mazelas aos que a apresentam, sobretudo depressão. Dessa forma, depreende-se que a reeducação alimentar e o acompanhamento psicológico são essenciais para melhorar o sistema.
Em primeiro plano, verifica-se que a acelerada disseminação de companhias de “fast food” e de produtos alimentícios industrializados fomenta o crescimento do número de obesos no mundo. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 20% da população brasileira está em situação de sobrepeso, sendo 5% em morbidez. Tendo em vista tais dados alarmantes, compreende-se que problemas na saúde desses indivíduos serão propiciados, a exemplo de dores nas articulações e complicações respiratórias. Sendo assim, o Sistema Único de Saúde fica sobrecarregado o que demonstra a relevância de programas alimentares saudáveis.
Outrossim, em segundo prisma, o preconceito contra os que não se enquadram no modelo corporal veiculado pela mídia favorece o quadro de depressão. Conforme a Organização Mundial da Saúde, 6% dos brasileiros têm depressão diagnosticada. Com isso, sabe-se que situações constrangedoras, como não encontrar roupas que sirvam em diversas lojas de um shopping, facilitam a manutenção desses quadros clínicos. Portanto, urge a ampliação dos 4% das verbas do SUS atualmente à terapia dos pacientes.
Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde fomentar a reeducação alimentar e atendimentos psicológicos aos obesos. Isso deve ser feito por meio de campanhas publicitárias que atraiam o público-alvo aos postos de saúde para ser orientado por terapeutas e nutricionistas. Assim, atenuam-se os efeitos da obesidade na saúde pública, além de prevenir futuras complicações, como alertava Hipócrates.