Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 30/10/2018
De acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou em mais de 60% nos últimos 12 anos. Esse dado mostra o avanço do excesso de peso que, infelizmente, está se tornando um problema de saúde pública no Brasil, haja vista que 5% das despesas totais do SUS são gastos com essa questão. Nesse contexto, deve-se analisar as causas e os efeitos do crescimento da obesidade.
Em primeira análise, é válido destacar a omissão das instituições de ensino no que tange à alimentação. Segundo o filósofo Imannuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Nesse sentido, entende-se que as escolas brasileiras devem passar noções de hábitos saudáveis, de modo que os indivíduos cresçam compreendo os riscos da obesidade e as formas de preveni-la. No entanto, nas escolas não há políticas que visem essa formação de um cidadão mais consciente. Por consequência, o reflexo de uma população ignorante frente aos hábitos saudáveis é o aumento da adiposidade e dos fatores de risco desta doença como, por exemplo, diabetes e problemas cardiovasculares.
Outrossim, convém salientar os novos padrões alimentares. Segundo a teoria da Modernidade Líquida, do sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade onde há uma escassez de tempo, de modo que o imediatismo e a agilidade são valorizados. Nessa perspectiva, a rapidez do cotidiano faz com que muitas pessoas, por exemplo, não tenham tempo de ter uma alimentação saudável. Consequentemente, muitos recorrem a comidas rápidas e práticas para se alimentar. No entanto, o problema surge quando tais alimentos escolhidos são os industrializados, como os famosos fast-foods, comidas pouco nutritivas e bastante calóricas.
Diante desses impasses, necessita-se, urgentemente, que o Ministério da Educação, mediante uma reforma curricular, inclua a disciplina de educação alimentar e nutricional nas escolas de ensino fundamental e médio. Tal ação visa conscientizar sobre a importância da mudança de hábitos, além de ensinar a ler o rótulo dos produtos e a lidar com a falta de tempo. Dessa maneira, é possível reverter tal situação de modo que as suas sequelas sejam cada vez menores.