Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 24/10/2018
De acordo com o Sistema Único de Saúde (SUS) 40% da população brasileira está acima do peso na contemporaneidade. E isso, favorece o aparecimento de outras doenças crônicas que necessitam de cuidados médicos, hospitalares e medicamentos. Assim, a obesidade afeta milhões de pessoas e contribui com o aumento na procura por consultas em hospitais públicos e particulares, causando efeitos negativos e sobrecarregando o sistema da saúde pública.
Primeiramente, a chamada era tecnológica em que a divulgação de produtos e alimentos tem uma forte exposição instantânea da mídia com campanhas ilusórias que induzem a população a comer com os olhos alimentos nada saudáveis. Somando a isso, questões genéticas, metabólicas, alimentos fast-food com alto teor de gordura e sódio aliados a falta de atividade física, contribuem para o ganho no excesso do peso de algumas pessoas. Dessa forma, trazendo o pensamento de Zygmunt Bauman em modernidade líquida, afirmando o prazer imediato como prioridade na vida do brasileiro na atualidade. Por esse viés, desenvolvem doenças como: aumento da pressão arterial, diabetes, problemas cardíacos, gordura no figado, além de doenças psicológicas como depressão. Dessa forma, enfermidades que levam indivíduos a óbito. Logo, essas patologias tem afetado o país de forma negativa pelos elevados casos de consultas e internações em hospitais. Com isso, houve crescimento com os gastos na saúde pública pela compra de medicamentos, contratação de mais profissionais e até a construção de hospitais. Nesse contexto, seguindo a linha de pensamento de Albert Einsteim que diz, " A mente que se abre para uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original’, indica que são necessárias medidas para orientar as pessoas e sobre alimentação saudável para ficar na memoria.
Diante do exposto, são necessários investimentos, ações e projetos por parte do Poder Público para combater a obesidade no país. Cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC) em parceria com o Ministério da Saúde, promover gratuitamente palestras e debates com profissionais da saúde, nutricionistas e professores em escolas, faculdades e comunidades, com o propósito de orientar jovens e crianças a comerem de maneira adequada e a transmitir essas informações para seus familiares. Também, inserir nas aulas de educação física campeonatos em diversas modalidades entre as escolas. Outrossim, ações que deverão ser divulgadas pela mídia por meio de propagandas, telenovelas, entrevistas e debates em jornais para esclarecimento do problema. Sendo assim, a população poderá mudar para melhor os hábitos de alimentação e praticar atividade física para alcançar uma melhor qualidade de vida.