Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 28/10/2018
A Grécia Antiga serviu de inspiração para muitas questões da sociedade. Os manuscritos filosóficos são estudados e influenciam diversos países. Contudo, no referente a capacidade corporal, a qual os gregos acreditavam que precisava desenvolver-se ao máximo, o que ocorre é o contrário. No Brasil não é diferente, a falta de cuidado com o corpo leva à obesidade, problema que precisa ser combatido por seus efeitos na saúde pública, seja por levar à doenças crônicas, seja pela desinformação da população.
Em primeiro lugar, é preciso analisar as consequências da obesidade para a sociedade. Na biologia, fenótipo é o conjunto de predisposição genética e condições ambientais o qual resulta em uma característica, logo, doenças ligadas ao sobrepeso como diabetes, hipertensão e problemas de coração podem ser evitadas com o estímulo a atividades que inibissem seu desenvolvimento. Contudo, o que ocorre é adesão de práticas sedentárias pouco saudáveis tais qual má alimentação e falta de exercícios físicos, que geram essas doenças e, consequentemente, gastos para o sistema de saúde.
O problema, porém, está longe de chegar ao fim, pois a falta de informação sobre os alimentos é uma máxima. De acordo com Zygmunt Bauman e seu conceito de modernidade líquida, as relações humanas são rápidas e superficiais, em síntese, as pessoas tem como prioridade a praticidade. Nesse sentido, o hábito de escolher alimentos mais saudáveis e pouco calóricos não é cultivado, porque as informações nutricionais são de difícil entendimento e necessitam de pesquisa, no entanto, essa falta de informação pode gerar a ingestão de muitas calorias e com isso, o excesso de massa corporal.
Fica claro, portanto, que a obesidade gera efeitos negativos para a saúde pública. Dessa forma, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação deve promover o estímulo à vida saudável, implementando nas grades escolares atividades físicas e palestras ministradas por nutricionistas, a fim de acabar com o sedentarismo e diminuir as doenças ligadas ao sobrepeso. Além disso, pode incentivar empresas alimentícias a adotarem rótulos de fácil compreensão para a população, por meio de isenções fiscais, com o objetivo de fomentar a escolha de alimentos saudáveis. Assim, os índices de obesidade diminuirão, bem como os gastos públicos na área da saúde com doenças crônicas e, por conseguinte, o resultado será desenvolvimento corporal pleno pregado pelos gregos.