Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 27/10/2018

Com a Era Vargas e o incentivo à industrialização, houve um intenso crescimento do setor alimentício. Sabe-se que a vinda de empresas estrangeiras e a inserção dos “junk foods” proporcionaram uma mudança no cardápio dos brasileiros. Diante dessa perspectiva, não há dúvidas de que a obesidade é um dos grandes desafios do Brasil; a qual afeta tanto a saúde física quanto a psicológica do indivíduo.

Em princípio, é indubitável que a questão da obesidade está diretamente ligada as particularidades da sociedade contemporânea. Por esse ponto, segundo Zigmunt Bauman, sociólogo polonês, uma das características da pós-modernidade é sua constante necessidade de um cotidiano veloz. A partir disso, essa dinamicidade tem interferido no planejamento das refeições dos brasileiros, fazendo-os optar por comidas prontas ou “fast foods”, o que provoca o agravamento das doenças relacionadas a esse mal – diabetes, pressão alta, artrite, apneia, doenças cardíacas e derrames. Nesse sentido, é notório os diversos prejuízos que tal cenário traz para a saúde do indivíduo e, por isso, precisa ser coibida.

Além da exigência de um mundo rápido e dinâmico, tornou-se também uma imposição da contemporaneidade seguir um modelo de corpo “fitness”. Salienta-se que as pessoas acima do peso que não se encaixam nesse padrão, tendem a sofrer com o preconceito – a gordofobia. Sob esse viés, os obesos, ao invés de serem acolhidas pela sociedade e terem um apoio para tratar dos seus problemas, tendem a ser ignorados e até agredidos. É perceptível que eles são considerados relapsos, fracos, inaptos e improdutivos, características condenadas pela sociedade moderna e pelo mercado capitalista. Portanto, é fundamental mudar tal mentalidade a fim de facilitar na diminuição do problema.

Destarte, mostra-se necessário ajudar as pessoas acima do peso a lidarem com seus problemas de saúde física e psicológica. Cabe, então, as empresas de trabalho e escolas implantarem refeitórios com diversidades de alimentos com o intuito de criar uma refeição mais equilibrada. Aliado a isso, a mídia, em parceria com o governo, por meio de campanhas socioeducativas, pode estimular o início de uma alimentação balanceada e a práticas de atividades físicas, para tornar os brasileiros mais sadios. Ademais, também a mídia precisa mostrar que padrões impostos não devem ser seguidos, inserindo obesos em novelas e séries com a finalidade de incentivar a incorporação dos mesmos na sociedade. Assim, o Brasil poderá superar tais desafios.