Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 27/10/2018

Na última década, o número de obesos no Brasil e no mundo alcançou níveis astronômicos, chegando a 10% da população, segundo o Ministério da Saúde. Esta situação é causada pelos novos hábitos alimentares, como fast food e industrializados, adotados por boa parte da população mundial. A obesidade deve ser tratada como um grave problema de saúde pública e sua prevenção é imprescindível, visto que essa condição é um fator de risco no desenvolvimento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, e distúrbios mentais como depressão, prejudicando grandemente a qualidade de vida da população.

Primeiramente, a obesidade pode ser causada por vários fatores, principalmente pelo consumo excessivo de alimentos com alto índice de açúcar, sal e gordura, juntamente com falta de atividade física. Produtos e industrializados e fast food, que são a base alimentar da nossa geração devido à sua praticidade e intensa presença na mídia, são ricos em gorduras e sódio. Tais hábitos podem trazer doenças como diabetes e hipertensão, cujo tratamento é disponibilizado pelo SUS através de farmácias populares, aumentando assim os gastos públicos com a saúde da população, o que poderia ser evitado com a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis.

Ademais, a relação entre a depressão e obesidade é muito próxima, em que um quadro interfere no outro. De acordo com a OMS, cerca de 30% das pessoas consideradas obesas ou com sobrepeso apresentam algum grau de depressão, que pode trazer sintomas como compulsão por comida ou aumento de apetite. Além disso, no organismo de uma pessoa com depressão, o nível de cortisol, o hormônio do estresse, é elevado, podendo induzir ao acúmulo de células de gordura na região abdominal. Tal situação pode causar agravar o quadro de obesidade e agravar o quadro de depressão, podendo até levar ao suicídio.

Devem ser, portanto, aplicadas medidas que reduzam os índices de obesidade no nosso país, diminuindo, assim, doenças consequentes desse quadro, como diabetes, hipertensão e depressão. Devem ser construídas hortas comunitárias pelas prefeituras com o auxílio dos postos de saúde e da população, possibilitando maior acesso a alimentos saudáveis, além da construção de academias ao ar livre, estimulando a população à realização de atividades físicas. Além disso, o acompanhamento psicológico de pessoas acima do peso deve ser realizado pelo SUS afim de evitar aumento dos índices de depressão e prevenção ao suicídio. Assim, nosso país poderá reverter os índices preocupantes de obesidade, garantindo o bem estar da população.