Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 29/10/2018

Aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte em 1988, a Constituição brasileira vigente, define, no artigo 3º, como objetivo fundamental da República Federativa do Brasil, promover o bem de todos. Além disso, compromete-se a assegurar, no artigo 6º, o direito à saúde. No entanto, a obesidade, persistente no cenário canarinho, vem se tornando um desafio para a efetiva construção dessa realidade. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências dessa negligente situação à saúde pública.

Em primeiro lugar, a crescente taxa de obesidade no país, possui impactos de cunho econômico. Atualmente, mais da metade da população brasileira está acima de seu peso ideal e, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de um quinto está obesa. Dessa forma, pelo fato de acarretar consequências físicas, a obesidade é considerada um problema de saúde pública. Em vista disso, uma vez que a quantidade de pessoas susceptíveis à obesidade – as com sobrepeso – vem aumentando, de forma que essa doença é considerada pela Organização Mundial da Saúde uma epidemia, o capital destinado a seu tratamento não será suficiente.

Contudo, o maior efeito desse quadro clínico diz respeito às consequências – das quais a maioria é desconhecida – físicas e, principalmente, psicológicas ao doente. Ao contrário do que se acredita, além de pressão alta e diabetes, a obesidade é causa de transtornos obsessivos, depressão e, até mesmo, suicídio. Dessarte, essa postura mostra-se crucial, à medida que age conforme uma das filosofias de Platão – a que aborda sobre o erro de tratar o corpo superficialmente, negligenciando o interior. Pois, o Sistema Único de Saúde promove apenas tratamento por meio de cirurgia para esses pacientes.

Toda essa discussão, portanto, estabelece uma conduta que requer medidas improrrogáveis. Logo, o Estado, por meio do Ministério da Educação, deve tornar obrigatório ao ensino médio, na disciplina de biologia, os riscos da má alimentação e sedentarismo, haja vista que são as principais causas da doença. Ademais, mediante a atuação do Ministério do Desenvolvimento Social, deve promover campanhas que divulguem, na internet e nos rádios, de maneira didática e compreensível, o Guia Alimentar para População Brasileira, explicitando sua importância. A partir da implantação dessas medidas, o Brasil poderá conferir, de maneira eficaz, o proposto pela Constituição.